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Vereadores acusam presidente de Câmara de fraudar eleição de Mesa Diretora

Denúncia vem da cidade de Curral de Cima, Litoral Norte da Paraíba. Acusado nega tudo e diz que eleição foi feita de forma legal

Briga política acontece em Curral de Cima (Imagem: Portal Correio)
A Polícia Civil em Mamanguape foi acionada para apurar uma suposta irregularidade na eleição da Mesa Diretora da Câmara Municipal de Curral de Cima, Litoral Norte paraibano, a 63 km de João Pessoa.

Conforme denúncia feita nessa sexta-feira (28) por cinco vereadores, o presidente da Câmara, Naldinho Ribeiro (PMDB), se autoproclamou reeleito para função no biênio 2019/2020, sem que houvesse eleição ou abertura de edital para concorrência entre chapas. Ao Portal Correio, ele negou a acusação e disse que tem documentos que comprovam a legalidade da renovação de sua gestão.

A denúncia contra Naldinho Ribeiro foi feita pelos vereadores Adjamir (SD), Gina (PT do B), Almir Farias (PR), Gil de Gracinha (PSB) e Anginho (DEM). De acordo com o registrado na delegacia, estes dois últimos parlamentares eram membros da Mesa Diretora e “alegaram desconhecer qualquer procedimento de antecipação da eleição”.

O vereador Gina explicou ao Portal Correio que Gil de Gracinha e Anginho perderam suas funções na mesa com a eleição que eles alegam ter sido fraudada. Os vereadores faziam oposição ao governo municipal, mas acabaram aderindo ao prefeito Totó Ribeiro (PSDB). “Gil era vice-presidente e foi substituído por Ricardo Vasconcelos (DEM), que é sobrinho do presidente. Já Anginho era 2º secretário. Ficaram com as secretarias agora Ronaldo Dantas e Niltinho, ambos do PSB”, disse.

Os cinco vereadores denunciantes alegam que nenhum deles teve direito de contestar o anúncio da reeleição na sessão, pois o presidente da Câmara não teria permitido pronunciamentos. Ainda segundo a denúncia, os vereadores teriam pedido cópias dos documentos lidos pelo presidente da Câmara, mas foram ignorados.

Eles denunciam também que a filha do presidente, que atua como tesoureira da Câmara, foi vista afixando um suposto edital nos corredores da sede do Poder Legislativo após o encerramento da sessão. Os vereadores alegam que o edital tinha data retroativa e acusam Naldinho Ribeiro de falsificação de documento público.

Em contato com o Portal Correio, Naldinho Ribeiro negou todas as acusações feitas pelos vereadores. Ele afirmou que possui documentos que comprovam a legalidade da reeleição e disse que vai apresentar esse material à polícia. O presidente da Câmara atribuiu a denúncia a divergências políticas entre situação e oposição.

Do Portal Correio

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