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Editor de Fato a Fato publica novo soneto inédito; A senho do ódio

A senha do ódio
Poeta e jornalista Antonio Santos (Foto: Fato a Fato)

O ódio, transe egresso do delinquente, é nódoa da alma doentia,
Estado epilético de quem não pensa, válvula contínua da maldade.
Quando infestado no coração da humanidade, produz tirania,
Cria guerras, dilacera amores sólidos e dizima inteira sociedade.

Nascido da impiedade e da ira humana, o ódio é senha do submundo,
Capsula protetora dos derrotados e objeto de repulsa do vencedor.
Se nasceu, tem vida longa, desafia quem espalha amor pelo mundo,
Como fez com Cristo, mesmo sendo vencido ante a luz do Salvador.

Portanto, não vale apena odiar! A seiva cruenta do ódio e seu sabor
É feito cicuta. Envenena, mata e dizima a alma da criatura humana.
Ser cruel? Para quê? Os loucos amam, mesmo tendo a mente insana.

Aliás, prefiro a loucura do amor à sanidade doentia de quem odeia!
Se o homem fosse tenor melódico e fizesse do coração a sua aldeia,
Talvez o mundo fosse lira de paz, em não vivesse tanto desamor.

Em 28 de maio de 2017

ANTONIO SANTOS
Poeta/Jornalista

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