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Governo revoga decreto que autorizava uso das Forças Armadas

Exército foi para a Esplanada dos Ministérios durante protesto nesta quarta. Ato terminou em confronto entre manifestantes e policiais

Exército coibindo a manifestação (Foto: O Dia)
O presidente Michel Temer, revogou na manhã desta quinta-feira, o decreto de que autorizava o emprego das Forças Armadas na Esplanada dos Ministérios. A medida foi tomada, nesta quarta-feira, durante um protesto que terminou em confusão e confronto entre policiais e manifestantes, em Brasília. A revogação foi publicada em uma edição extra do Diário Oficial da União nesta manhã.

A nova medida foi publicada enquanto Temer estava reunido no Palácio do Planalto com os ministros Raul Jungmman, da Defesa; Eliseu Padilha, da Casa Civil; Moreira Franco, da Secretaria-Geral da Presidência da República; Antônio Imbassahy, da Secretaria de Governo e com o general Sérgio Etchegoyen, do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República.

Após a decisão, Jungmann e Etchegoyen deram uma entrevista coletiva no Planalto. Segundo o ministro da Defesa, o presidente ordenou que a Advocacia-Geral da União acione perícias em todos os imóveis federais e na Esplanada dos Ministérios que foram alvo de vandalismo durante a manifestação.

O objetivo é ajuizar ações judiciais contra os autores do tumulto."A desordem não será tolerada. Não serão toleradas essas manifestações que descambem para o vandalismo e para a violência. Não há democracia sem ordem", reforçou.

Garantir a integridade dos prédios públicos

O governo autorizou a presença das Forças Armadas em Brasília para "garantir a integridade dos prédios públicos na Esplanada dos Ministérios, bem como a segurança de servidores que lá trabalham", depois que um grupo de cerca de 50 pessoas usando máscaras no rosto promoveu um quebra-quebra em meio à manifestação Ocupa Brasília – contra o governo do presidente Michel Temer e as propostas de reformas.

O decreto de quarta-feira foi criticado pelo governador do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg que, em comunicado, se disse “surpreso” com a medida adotada pelo presidente Michel Temer. Na nota, Rollemberg lamentou os episódios de violência que ocorreram durante a manifestação, resultando em depredação do patrimônio público e privado.

Com informações da Agência Brasil

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