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Ministério Público Federal pedirá documentos de acusações contra Teixeira na Espanha

Ex-presidente da CBF é acusado de participar de um esquema de desvio de dinheiro de amistosos da seleção brasileira

Ricardo Teixeira, ex-presidente da CBF (Foto: Da Net)
A prisão de Sandro Rosell na Espanha chamou a atenção de autoridades brasileiras. O Ministério Público Federal vai pedir acesso a todos os documentos e provas contra dirigentes brasileiros citados na investigação sobre Sandro Rosell na Espanha.

O ex-presidente do Barcelona foi preso nesta semana, acusado de "formar uma organização criminosa para arrecadar e lavar dinheiro da venda de direitos sobre a seleção de futebol do Brasil".

Ricardo Teixeira, presidente da CBF entre 1989 e 2012, é apontado como sócio de Rosell no esquema. Segundo a acusação na Espanha, o cartola teria desviado mais de 8 milhões de euros (cerca de R$ 30 milhões).

Os advogados de Ricardo Teixeira não foram encontrados para comentar o assunto.

Em 2006, a CBF vendeu os direitos comerciais de 24 partidas amistosas da seleção brasileira para a empresa saudita ISE. Teixeira e Rosell, sempre segundo a acusação das autoridades espanholas (veja a íntegra do documento no final da matéria), criaram uma série de empresas em paraísos fiscais para receber comissões milionárias referentes a esse contrato.

Na prática, os investigadores espanhóis acusam Ricardo Teixeira de embolsar – "sem o conhecimento da CBF" – dinheiro que seria do futebol brasileiro. O cartola também está indiciado no "caso Fifa" que corre nos EUA e não sai do Brasil desde 2015. Caso deixe o país, Teixeira corre risco de ser preso e extraditado para os EUA.

Há outros dois dirigentes citados na investigação espanhola: os dois sucessores de Teixeira. José Maria Marin, presidente da CBF entre 2012 e 2015, e Marco Polo Del Nero, atual mandatário, são identificados como supostos beneficiários de uma propina de US$ 1 milhão paga pela empresa de marketing esportivo Klefer, do empresário Kléber Leite (ex-presidente do Flamengo). Os dois negam a acusação. A defesa de Leite pediu mais tempo para responder.

Esta acusação faz parte da investigação sobre o "caso Fifa", que corre no Tribunal Federal do Brooklyn, no qual Teixeira, Del Nero e Marin também foram indiciados.

Teixeira e Del Nero estão no Brasil, enquanto Marin cumpre prisão domiciliar nos EUA pelo menos até o dia 6 de novembro deste ano – data de seu julgamento. Marin afirma ser inocente, motivo pelo qual não colabora com as autoridades americanas.

Do Globo.Com

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