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OPINIÃO! Jornalista chama de covarde quem expôs fotos da ex-primeira dama da PB

Contra os nudes de Pâmela Bório

Cláudia Carvalho (Imagem: ParlamentoPB)
Li certa vez que a única forma de não ter seus nudes vazados é simplesmente nunca fazê-los. Não é justo que essa assertiva seja verdade, mas, quem mesmo garantiu que a vida seria repleta de "fair play?". Não é. A realidade é como a raça humana. Dela, pode-se esperar tudo e mais alguma coisa. Estejamos todos preparados e, como aconselhou alguma autoridade de segurança responsável pelo conselho supracitado, se não quiser correr o risco, não faça.

Isso, contudo, não quer dizer que a exposição indevida, desautorizada, de fotos íntimas, a chamada "porn revenge" ou vingança pornô, numa tradução livre, deva ser compreendida como fato normal. É uma expressão da mais genuína leviandade humana. Sem mencionar que também se constitui numa materialização pós-moderna do machismo presente desde os tempos da caverna. Alguns aspectos de nossa sociedade evoluem, mas o ódio para com o feminino se reinventa, se transubstancia com a mesma e repugante essência... 

Vítimas deste tipo de crime são atingidas pelo farto julgamento alheio e condenadas sumariamente. Em muitos casos, jovens chegaram ao suicídio por não suportarem a exclusão social a que são relegadas.

Tratei em tese geral do que agora abordo em caso concreto: Pâmela Bório não deveria jamais ter tido suas fotos íntimas vazadas nas redes sociais. Embora não sejam registros eróticos, mas o que se convencionou chamar de "nudes", eles se destinavam apenas a ela e, no momento do compartilhamento, a quem as recebeu. Nem ela, nem Carolina Dieckman, nem dona Maria de Coxixola e nem mulher nenhuma merece passar por essa superexposição covarde. 

A atriz global teve uma lei com seu nome sancionada em 2012 por Dilma Rousseff (PT), em tempo recorde, para proteger quem tiver seus dispositivos eletrônicos invadidos para a subtração de material íntimo. O senador Romário, por sua vez, apresentou um projeto que tipifica criminalmente "a conduta de divulgar fotos ou vídeos com cena de nudez ou ato sexual sem autorização da vítima" com pena de detenção, de um a três anos, e multa e será aumentada de um terço se o crime for cometido com o fim de vingança ou humilhação por pessoa próxima.

Este lamentável episódio da divulgação dos "nudes" de Pâmela merece ser apurado com rigor. E igualmente deve haver punição com pedagogia para quem o fez. É indispensável que a sociedade paraibana reconheça que a intimidade de uma mulher só pertence a ela própria. E compartilhar registros pessoais não a faz culpada. Isso só aconteceria, obviamente, se fosse ela própria a providenciar o vazamento, mas isso é uma tese estapafúrdia e descabida!

Por Cláudia Carvalho (jornalista, editora do ParlamentoPB)

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