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Presidente do Stiupb condena a reforma trabalhista e é favorável ao fim de contribuição

Para Wilton Maia, o sentido geral do projeto é explorar ainda mais o trabalho dos brasileiros e brasileiras

Maia é contra Reforma Trabalhista (Foto: Da Net)
Na opinião do presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Urbanas da Paraíba, Wilton Maia Velez, a aprovação da Reforma Trabalhista por parte do Senado, do histórico e lamentável dia 11 último, com o aval de três Senadores paraibanos: Cássio Cunha Lima, José Maranhão e Raimundo Lira, é a decretação do emprego vulnerável no Brasil, sem as garantias estabelecidas pela extinta CLT.

Para Wilton Maia, o sentido geral do projeto é explorar ainda mais o trabalho dos brasileiros e brasileiras, garantindo aos empresários e especuladores melhores condições de aumentar seus lucros.“Projeto elaborado em gabinetes, sem participação real dos representantes dos trabalhadores e trabalhadoras, um de seus principais elementos é permitir que negociações isoladas, entre empresas e empregados ou entre setores econômicos e seus trabalhadores, se sobreponham à lei existente, mesmo em casos que signifiquem redução de direitos para quem vive de salário”, destacou o presidente do Stiupb.

Sobre o item da aprovação do fim da contribuição sindical, há muito tempo que o presidente Wilton Maia defende a modificação da contribuição: “A contribuição será negocial é não será imposto É democrática, porque mesmo aqueles que hoje não são filiados aos sindicatos podem participar da assembleia, votar e ajudar a definir o valor da contribuição negocial”.

Outro detalhe repassado pelo dirigente do Stiupb, deixa claro que, seja qual for esse percentual, ele terá de ser aprovado em assembleia pelos trabalhadores de cada categoria.

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1. Demissões coletivas. Agora os empregadores podem demitir todo mundo da sua empresa e contratar outras pessoas por menores salários e menores benefícios sem nenhuma multa.

2. Trabalho temporário, pra sempre . O patrão vai poder te contratar por hora durante toda a sua vida. Sem garantias. Por exemplo: bares, restaurantes, indústrias poderão te chamar para trabalhar temporariamente quando quiserem e você não terá seu emprego e salário fixos garantidos.

3. Hora-extra . A CLT prevê jornada de trabalho de no máximo 8 horas por dia. Agora, ao invés de pagar horas extras para o trabalhador que ficar mais tempo trabalhando, o empregador vai contratar uma jornada de trabalho maior. Diminui o salário do empregado no final do mês.

4. Meia-hora de almoço . Antes era obrigatório almoço de uma hora. Mas para este governo apenas meia-hora é suficiente.

 5. Suas roupas também entraram na reforma . A partir de hoje o patrão vai poder dizer até como você tem que se vestir. Mesmo aqueles uniformes que te exponham ao ridículo estão liberados. E não importa que faça frio ou calor, a roupa é a que os patrões escolherem.

6. Fim do transporte de empregados . As empresas não precisarão mais pagar pelas suas horas de deslocamento. Quem mora mais longe é o mais prejudicado. Vai perder tempo e dinheiro.

7. Mexeram nas suas férias . Agora os patrões podem parcelar livremente suas férias em até 3 vezes, como for melhor pra eles.

 8. Se você é terceirizado, preste atenção: a empresa que contratou a terceirização (às vezes é o governo ou outra empresa bem maior) não vai mais ter responsabilidade nenhuma sobre sua indenização se você for demitido. Se você não receber os seus direitos, já era.

9. E se você tem carteira assinada e está há muitos anos na empresa? Saiba que agora a empresa vai poder te demitir e demitir todos os teus colegas para contratar terceirizados, mais baratos pros patrões, sem direitos, sem carteira assinada.

10. A crueldade chega até às grávidas: quem decide aonde as grávidas (e as lactantes) trabalham é o médico da empresa. Ou seja, mesmo que ela esteja em um local insalubre para ela e o bebê, quem decide agora o lugar de trabalho é teu patrão.

E a quem você vai poder reclamar?

11. Não tem mais Comissão de Conciliação Prévia .  O que o patrão negociar com você vai valer mais do que a Lei. Vale o que o patrão mandou e a regra que você assinou quando conseguiu o emprego.

12. Rescisão . Não vai ser mais obrigatório o sindicato assinar a tua rescisão. Eles podem agora fazer a rescisão do jeito que eles quiserem. Você ficou não mão dos patrões.

13. Golpe na Justiça do Trabalho . A justiça do trabalho não é mais gratuita. Você vai ter que pagar honorário até do perito. E se não tiver dinheiro, fica sem poder reclamar.

Da Assessoria de Imprensa

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