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Tião diz que dinheiro recebido por Manoel Jr pode ter bancado campanha de Cartaxo

Deputado ainda comentou sobre a contradição de Manoel Junior, que declarou na semana passada que a investigação não chegaria na Paraíba

Tião Gomes (Foto: Da Net)
Conhecido por não ter papas na língua, o deputado estadual Tião Gomes, do PSL, voltou a causar polêmica, nesta quarta-feira (13), a levantar suspeitas sobre a origem do dinheiro para financiar a campanha do prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo (PSD), em 2016. Segundo o parlamentar a Polícia Federal deveria investigar se Manoel Junior (PMDB) - vice eleito na chapa de Cartaxo - não teria usado parte dos R$ 31,5 milhões recebidos irregularmente por Michel Temer (PMDB) – e rateado entre campanhas e correligionários – na campanha na Capital.

“A Polícia Federal tem que procurar e ir a fundo nesse processo e sabendo que ele é o vice-prefeito de João Pessoa. E aí vem uma pergunta nossa: será que esse dinheiro não foi usado na campanha de Luciano Cartaxo? Podemos fazer esse questionamento à Polícia Federal. Nós queríamos procurar saber se esses recursos não foram usados para a eleição do prefeito Luciano Cartaxo”, asseverou o deputado.

Questionado sobre acreditar de fato que aconteceu a utilização desse montante ilícito na campanha de Cartaxo, Tião reservou-se a focar na linha dos esclarecimentos. “É preciso provocar a Polícia Federal. Já que foi deflagrada essa investigação, já que está envolvido o nome da Paraíba, a gente precisa saber se foi usado parte do dinheiro nessa campanha”, explicou. Porém, ponderando que não está acusando, mas sim “dizendo que devem procurar e investigar”, disse.

Tião ainda comentou sobre a contradição de Manoel Junior, que declarou na semana passada que a investigação não chegaria na Paraíba. “Engraçado que semana passada vi uma entrevista dele, dizendo que o PMDB da Paraíba está todo isento dessas questões, e agora o nome dele aparece envolvido nessas falcatruas”, destacou O vice-prefeito de João Pessoa, Manoel Júnior, aparece citado em inquérito da PF que investiga o chamado “PMDB na Câmara”, que é tratado pelas autoridades como uma organização criminosa.

Do Blog do Gordinho

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