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Em novo Editorial, Fato a Fato repudia atitude de militar contra universitária: "Não a repressão cultural"

Não a repressão cultural

Editorial Fato a Fato (Foto: Fato@Fato)
O comandante do IV BPM, Tenente Coronel Gilberto Felipe, precisa urgentemente dá uma resposta convincente e plausível à sociedade, aos universitários e ao Estado Democrático de Direito, em virtude de sanha ou surto policial protagonizada por um militar que, ao invés de salvaguardar os manifestos culturais e de livre expressão, tentou amordaçá-los, dando voz de prisão a uma universitária e ao Diretor do Centro de Humanidades da UEPB em Guarabira.

A universitária, que participava do Seminário de Gênero, Sexualidade e Educação no Campus III da UEPB, usou espaço reservado aos estudantes da entidade para manifestos de opinião e livre expressão, escrevendo no mural a seguinte insígnia: “seja marginal, seja herói” de Hélio Oiticica.

Ao ler o que escrevera a universitária, o policial militar e professor substituto do Curso de Direito do Campus deu voz de prisão a manifestante. A atitude não condiz com a liberdade de expressão, nem o livre pensamento cultural. Pelo contrário, satisfaz todos os egos daquilo visto nos chamados “Anos de Chumbo”, mais tarde conhecido historicamente por Ditadura Militar, tempo em que o País chegou ao caos administrativo, ideológico, cultural e da prisão do pensamento humano.

O mais triste, sobretudo do ponto de vista democrático, é que o local onde a universitária escreveu seu manifesto, trata-se de espaço destinado pela própria universidade àquela finalidade, ou seja, absolver, livremente, o que pensa a estudantada. Ninguém poderia “meter o bedelho” alí, pouco menos um militar, cuja missão precípua é garantir a integridade dos cidadãos.

Pois bem, além de tentar calar ou apagar o pensamento da universitária, o militar, que se diz professor, ainda quis usar da mesma força com o diretor do Centro de Humanidades da instituição de ensino. Prova de seu despreparo, inclusive na missão que exerce no magistério.

Diante desse fato, considerado violento e reprovável de toda sorte, só há uma expressão de repúdio a ser endereçada a quem de direito: “Abaixo a repressão cultural”. Num mundo globalizado de hoje, não há como se admitir atitudes e gestos de abuso de autoridade, inclusive vindos de integrantes da briosa Policia Militar da Paraíba, cuja história, em sua grande totalidade, preza pela segurança e a integridade do cidadão.

Apela-se, sobretudo do Coronel Gilberto Felipe, que é jornalista e sabe o que significa “liberdade de expressão”, a tomada de atitude condizente com a gravidade do ocorrido. Não é preciso prender ou  encarcerar o militar, como ele próprio intentou contra universitária e o diretor do Campus.

No entanto, é necessário enquadrá-lo dentro de suas prerrogativas de agente público, militar e cidadão. O Comando do IV BPM bem que poderia, para corrigir tal atitude de um de seus integrantes, garantir a segurança de outros manifestos no Campus III da UEPB, inclusive colocando o próprio autor da tentativa de intimidação a serviço do livre pensamento.

No mínimo é o que se poderia fazer para não manchar o tirocínio do comando do IV BPM, ainda aplaudido pela sociedade guarabirense e brejeira.

Da Redação

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