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Temer exonera oito ministros para votar segunda denúncia na Câmara

Atos do Executivo foram publicados no Diário Oficial da União desta sexta-feira

Presidente Temer (Foto: Da Net)
O Diário Oficial da União (DOU) desta sexta-feira trouxe a confirmação da exoneração de oito ministros do governo Michel Temer. Conforme O Globo antecipou nesta quinta-feira, o presidente decidiu retirar os parlamentares dos cargos de Ministério para voltarem à Câmara dos Deputados e inflarem a base do Planalto na votação da segunda denúncia da Procuradoria-Geral da República contra o peemedebista.

Foram exonerados o ministro da Secretaria de Governo, Antonio Imbassahy (PMDB-MG), o ministro da Educação, José Mendonça (DEM-PE) e o ministro das Cidades, Bruno Araújo (PSDB-PE). Também voltarão à Câmara o ministro dos Esportes, Leonardo Picciani (PMDB-RJ), o ministro do Meio Ambiente, José Sarney Filho (PMDB-MA), o ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira (PTB-RS), o ministro do Turismo, Marx Beltrão (PMDB-AL), e o ministro dos Transportes, Maurício Quintella (PR-AL).

Segundo interlocutores do Palácio do Planalto, a volta antecipada dos ministros, em especial a de Imbassahy, vai facilitar a negociação, junto à base aliada, da distribuição das emendas que caberá a cada parlamentar apresentar ao projeto do Orçamento de 2018.

Quando Temer enfrentou a primeira denúncia, os ministros-deputados só foram exonerados no dia da votação no plenário da Câmara. Desta vez, eles retornam ao Parlamento quase uma semana antes do embate final, que deverá acontecer na próxima quarta-feira.

A distribuição dessas emendas para 2018 é especialmente importante por se tratar de ano eleitoral, no qual vários dos ministros e deputados devem concorrer a cargos eletivos. Dos ministros com mandato de deputado federal, apenas Ricardo Barros (Saúde) e Osmar Terra (Desenvolvimento Social) devem permanecer à frente de suas pastas.

Nesta quinta-feira, o ministro Antonio Imbassahy, responsável pela articulação política do governo, divulgou uma nota na qual afirmava ser "improcedente" a informação de que ele retornaria à Câmara para ajudar na distribuição das emendas de interesse de aliados de Temer. O ministro alegou que a sua volta se daria por ser nesta sexta-feira o prazo limite para apresentação de emendas individuais.

De O Globo

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