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TAC regula atendimentos no Hospital Regional, UPA e Unidades de Saúde de GBA

O projeto prevê os vários tipos de atendimentos que são dados aos pacientes no município, de modo a agrupá-los de acordo com uma cor de classificação de risco

Na manhã desta quarta-feira (1), na sede das promotorias de Guarabira, autoridades ligadas à saúde concederam uma entrevista coletiva à imprensa detalhando como vai funcionar o projeto “Saúde no Lugar Certo”, idealizado pelo Ministério Público, representado pela promotora Andréa Bezerra Pequeno Alustau.

Com presenças do diretor geral do Hospital Regional de Guarabira, Cleonaldo Freire, diretor da Unidade de Pronto Atendimento, Gilson Cândido, gerente regional de Saúde, Alcione Beltrão, secretário de Saúde de Guarabira, Wellington Oliveira e representantes dos Bombeiros e SAMU, a coletiva esclareceu sobre o novo protocolo de atendimento que será implementado para atendimentos nas unidades básicas de saúde do município, na UPA e no Hospital Regional.

TAC assinada com diversas autoridades (Foto: Da Net)
De acordo com Andréa Pequeno, a iniciativa se deveu às reclamações sobre retenção de maca no Hospital Regional e UPA em face da grande demanda de pacientes que convergem para as unidades de saúde, mesmo não sendo de suas competências. Aqueles atendimentos que devem estar sendo feitos nas unidades básicas de saúde estão sendo encaminhados ao HR e UPA e isso sempre demandou o emprego de pessoal, material e de insumos além de suas capacidades.

O projeto foi construído durante as reuniões promovidas pela promotoria com os gestores municipais e estaduais dos serviços de saúde. Essas reuniões integram o procedimento administrativo 3050/2017, instaurado em 31 de agosto, para apurar as falhas no sistema de atendimento do SUS, no município.

O projeto prevê os vários tipos de atendimentos que são dados aos pacientes no município, de modo a agrupá-los de acordo com uma cor de classificação de risco relacionada à gravidade do problema (azul, verde, amarela e vermelha) e a indicação dos serviços de referência para os atendimentos. Esse trabalho foi necessário para evitar, por exemplo, a superlotação de hospitais com demandas que podem e devem ser tratadas nas unidades de saúde dos bairros.

Segundo a promotora, o escopo do projeto “Saúde no Lugar Certo” não é a classificação de risco em si e o tempo de espera para o atendimento, mas sim, conseguir melhorar os serviços de saúde de Guarabira, através da educação da população e dos profissionais de saúde para que procurem o serviço de saúde adequado ao tipo de problema médico. “Com isso, acreditamos que a demanda do hospital regional cairá cerca de 30%, impactando, inclusive, na diminuição da retenção de macas do Samu e dos Bombeiros, problema seriamente enfrentado em todo o Estado”, disse.

Ela destacou que “o sucesso do projeto está intimamente ligado ao diálogo de todas as esferas de poder: Prefeitura de Guarabira, através da Secretaria de Saúde, e do Governo do Estado, através do Hospital Regional e da UPA, além dos outros integrantes: Samu, Corpo de Bombeiros, 2a Gerência de Saúde, todos intermediados pela promotoria de saúde de Guarabira”.

Em relação ao problema da retenção de macas na UPA e no Hospital Regional, ficou conversado que será dada prioridade de atendimento ao Samu e ao Corpo de Bombeiros, a depender da classificação de risco dos pacientes, no prazo de 30 minutos e, caso não haja a liberação, será acionado os funcionários responsáveis pela solução do problema na unidade.

Triagem de pacientes

Segundo Andréa Bezerra, o paciente que chegar em determinada unidade de saúde com indicação para ser atendido em outra, passará pela triagem e classificação de risco e o responsável da área médica fará o seu devido encaminhamento para a unidade de saúde adequada para o seu caso, através do preenchimento da ‘ficha de referência e contrarreferência’, que será padronizada pelos integrantes do projeto.

Ficou definido que o formulário de triagem, referência e contrarreferência adotado para organizar o atendimento deverá conter os dados pessoais e clínicos dos pacientes, com a indicação da unidade básica de saúde de referência, de acordo com seu endereço; os motivos do encaminhamento e os dados para contrarreferência.

A CLASSIFICAÇÃO DE RISCO, DE ACORDO COM SERVIÇO DE SAÚDE

* UBS – azul: obtenção de receitas e atestados médicos, curativos e atendimentos de pessoas com febre de até 38 graus;
* UPA – verde: todos os atendimentos que não estejam na seara do Hospital Regional;
* Hospital Regional – verde: Idosos e pessoas com deficiência, avaliação cirúrgica e acidentes antirrábicos e picadas de animais peçonhetos;
* Hospital Regional – amarela: crise hipertensiva, crise asmática, dor abdominal intensa, hemorroidas etc.
* Hospital Regional – vermelha: acidentes por armas de fogo e branca, trauma, hemorragia digestiva alta e baixa, edema pulmonar, envenenamento e intoxicação grave etc.

Da Assessoria, Portal25Horas e Fato a Fato

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