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Oposição constata irregularidades e supersalário no Trauminha em JP

Vereadores de João Pessoa realizaram mais uma edição da Caravana da Oposição na manhã desta quarta-feira

Oposição de JP (Foto: Da Net)
A Caravana da Oposição inspecionou, na manhã desta quarta-feira (29), o Complexo Hospitalar Governador Tarcísio Burity, mais conhecido como Trauminha e o que encontraram foi um cenário devastador. Os vereadores da bancada de oposição ao prefeito Luciano Cartaxo (PSD) relatam que encontraram diversas irregularidades, como superlotação e diretor hospitalar com salário acima de R$ 30 mil.

“Esperamos que haja uma investigação profunda. É um supersalário de R$ 37 mil para um diretor clínico do Trauminha, enquanto a maioria de seus colegas, mais de 50 traumatologistas, recebem entre R$ 3,5 mil a quase R$ 6 mil. Vejam que diferença abissal para um funcionário que só está em João Pessoa, segundo palavras dele, em apenas três dias. Ele ocupa um cargo em comissão e deveria ser dedicação exclusiva. Nos bastidores, alguns colegas dele no hospital afirmam que ele só vem nas quartas. De todo modo, vindo três ou um dia, está errado. Como diretor clínico, ele não pode administrar um hospital na magnitude do Trauminha via Whatsapp, ele tem que estar presencialmente”, explanou o líder da oposição Bruno Farias (PPS).

Já o vereador Tibério Limeira relatou que o ambiente parecia algo próximo da atmosfera de guerra. “Cenário de caos, infelizmente. Tem gente pelos corredores; gente com mais de três fraturas na perna esperando para ser atendida desde 6h da manhã e o médico ainda não tinha chegado, esperando na calçada porque não tem cadeiras suficientes; nem água para o pessoal beber. As pessoas que são deficientes ou cadeirantes não conseguem acessar o banheiro porque não é um banheiro adaptado; está faltando contraste para os exames de tomografia, está faltando remédios”, disse.

Bruno Farias ainda pontuou que para além do supersalário do diretor do Trauminha, há também problemas nos equipamentos hospitalares. “São muitas as pessoas que estão internas há mais de 30 dias esperando por uma cirurgia para órtese e prótese. Pessoas que esperam há mais de seis meses por exames, como nós encontramos hoje. O tomógrafo está em pleno funcionamento, mas sem contraste, o que inutiliza a sua função e a sua finalidade”, relatou.

Ele ainda cobrou que tanto a base do prefeito Luciano Cartaxo quanto a Prefeitura de João Pessoa devem explicar para a sociedade tais irregularidades. “Essas denúncias são graves e precisam ser respondidas à altura pela gestão. Principalmente que expliquem um marajá na Prefeitura de João Pessoa. Afinal, mais de R$ 35 mil é valor que supera o salário do próprio prefeito e não há produção que justifique o recebimento deste valor. É preciso que haja uma lupa, porque o cidadão além de ganhar um salário altíssimo para o serviço público, foi de uma indelicadeza, brutalidade e insensibilidade sem tamanho, chegando a agredir o vereador Humberto Pontes”, declarou.

A comitiva dos vereadores contou com a presença além de Tibério, Léo Bezerra (PSB), Eduardo Carneiro (PRTB), Marcos Henriques (PT), Bruno Farias (PPS), Humberto Pontes (Avante), além do deputado estadual Aníbal Marcolino.

Do Blog do Gordinho

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