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Motorista invade praia em Copacabana, atropela pedestres e mata bebê

Homem foi detido e diz que 'apagou' após sofrer ataque epilético. Há 16 feridos

Frente do carro ficou destruída após atropelamento em Copacabana (Foto: Reprodução/GloboNews)
Um motorista foi detido após invadir o calçadão e atropelar pedestres na Praia de Copacabana, na Zona Sul do Rio, na noite desta quinta-feira (18). Um bebê de 8 meses morreu e a mãe está internada em estado grave.

Há 16 feridos, segundo a Secretaria Municipal de Saúde. Quatro estão em estado grave, sendo duas crianças e um turista australiano. O paciente mais grave, de idade não informada, está com traumatismo craniano.

O motorista foi identificado como Antonio de Almeida Anaquim, de 41 anos. Ele foi levado para a 12ª DP, em Copacabana, e disse que perdeu o controle do carro porque "apagou" após sofrer um ataque epilético.

Carrinho de bebê fica destruído após carro invadir o calçadão de Copacabana (Foto: Reprodução/GloboNews)
De acordo com o Departamento de Trânsito do Estado do Rio de Janeiro (Detran-RJ), Anaquim está com a carteira de habilitação suspensa. Ele acumula 62 pontos por infrações e 14 multas nos últimos 5 anos.

O motorista foi encaminhado para o Instituto Médico Legal (IML) e será submetido a exame para detectar a quantidade de álcool no sangue. Segundo o produtor Leslie Leitão, da TV Globo, havia remédios para epilepsia no carro.

Maria Louise, a bebê que morreu no atropelamento, passeava com a mãe, Niedja da Silva Araújo, e com a avó, que mora no Recife. O pai, o motorista Darlan Rocha, foi à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Copacabana e pediu a prisão do motorista. "Quero Justiça, que ele fique preso. Não é para ter carteira de motorista nem estar dirigindo. Ele é um assassino. Matou minha filha", afirmou.

'Vi o carro voando'

Uma testemunha ouvida pela TV Globo diz que viu o veículo "voando" ao entrar no calçadão da praia.

Antonio de Almeida Anaquim, motorista que invadiu o calçadão de Copacabana e deixou feridos (Foto: Reprodução/GloboNews)
Calçadão estava cheio

O calçadão e a ciclovia estavam cheios no momento do atropelamento, por volta de 20h30. Testemunhas tentaram agredir o motorista após o atropelamento, mas foram impedidas pela polícia.

Uma turista argentina ouvida pela GloboNews afirmou que o carro estava em alta velocidade. 

"Cadeiras voaram, não percebemos que era o carro até que as pessoas começaram a abrir e aí vimos gente caída no chão. Havia um bebê machucado", disse ela. "Foi muito rápido, [o carro] veio muito rápido. Foi estranho, porque o trânsito estava lento."

O Centro de Operações da Prefeitura do Rio informou que o acidente interditou duas faixas da Avenida Atlântica, no sentido Leme.

Do G1

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