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OPINIÃO! Ikeda contesta vereador e diz que Festa da Luz não está privatizada

Festa da Luz: Eu digo 'NÃO' a privatização. Mas por enquanto, não há nada a ser privatizado na festa

Oi, pessoal! Estou de volta e apresento um novo artigo de opinião. Adianto logo que não estou a serviço de ninguém, nem defendendo o poder público municipal guarabirense – até o faria, se necessário. Vamos, portanto, ao que interessa.  

Privatização. O que significa isso, afinal? Em rápidas palavras, a gente pode definir como a ‘transferência do que é público para a iniciativa privada. Simples assim, para você entender.

Ikeda (Foto: Da Net)
Agora que você entendeu o significado – pelo menos, um dos significados dessa palavra -, analisemos essa 'possibilidade' de a Prefeitura de Guarabira privatizar a tradicional Festa da Luz, que ocorre anualmente no município. Verdade ou mentira?

O nobre vereador de Guarabira, Renato Meireles, que faz oposição à gestão municipal pelo bloco do PSB, postou em seu perfil no Facebook que a Festa da Luz corre o risco de ser privatizada. Veja:

O parlamentar se baseou numa novidade - para Guarabira! - já tão recorrente em eventos públicos: ‘frontstage’, espaço pago próximo ao palco principal, com valor mais acessível que o de um camarote, para interessados.

Pelo que o blog apurou junto à comunicação da PMG, um determinado espaço será cercado por uma grade. Contudo, não haverá comprometimento da visão que o restante do público terá dos shows durante as 04 noites de festa. 

Me oponho, no entanto, se caso essa nova área venha causar qualquer transtorno ao público, contrariando o que me fora informado nesta quinta-feira como garantia: de que não haverá prejuízo ao restante do público. 

Se a instalação do FT se caracteriza como segregação social, como Meireles entende, vamos desmontar também os tradicionais camarotes - onde fica parte da elite: inclusive o próprio vereador já garantiu o seu para este ano.

É interessante considerar que a Festa da Luz continua sendo aberta a todos. E um evento desse porte só se faz com dinheiro. O Frontstage, então, passa a ser mais uma forma de arrecadação para cobrir as despesas da festa.

Claro: bom seria se houvesse prestação de contas do que fora arrecadado nos espaços pagos, pela PMG. E que esse dinheiro fosse usado, por exemplo, para ajudar a pagar um cachê de vergonha a artistas do município.

Banner divulgado pelo vereador (Foto: Da Net)
E por falar em artistas da cidade, quantos deles vão se apresentar este ano e se vão, quanto vão receber de cachê, alguém sabe? Agora, se não houver apresentações de artistas locais, o que o prefeito ZT tem contra eles?

Eu discordo do cachê das atrações, admito - pelo menos da maioria delas; e de algumas atrações também. Continuo afirmando que falta ‘diversidade musical’ e equilíbrio no repertório – uma falha que se repete na gestão de Toscano.

Além do repertório repetitivo por parte das atrações – observe que quase todos tocam a mesma coisa, sempre -, contratações também se repetem: o Leo Santana, por exemplo. Eu não vejo sentido em trazê-lo novamente.

Perguntar não ofende: se o gestor fosse alguém ligado ao grupo dos ‘girassóis’ de Guarabira, em que, afinal, a Festa da Luz seria diferente – que tipo e quais atrações contratariam e quanto pagariam por cada uma? 

Quem me garante que não investiriam os mesmos valores nas mesmas atrações, realizando o evento no Parque do Poeta (considerando que a festa cresceu e as praças não suportam mais) - parque muitas vezes tão criticado?

Sendo assim, não me venham com essa de segregação, pois se for nesse sentido era para os políticos, incluindo o próprio vereador Renato Meireles, ficarem no meio do povão - não em camarotes vips, vendo tudo do alto.

Se o frontstage for promover divisão de classes sociais e discriminação, como opositores do prefeito Zenóbio Toscano (PSDB) estão tentando passar para a opinião pública, o que dizer dos camarotes – também montados no mesmo espaço público?

Vamos, respondam!

A verdade é que a Festa da Luz é gratuita, espaço e atrações - você paga, apenas, o que consumir. Sempre foi assim, principalmente em pavilhões: alguns, mais acessíveis; outros, nem tanto. Sabe o que falta no espaço da festa? Uma área exclusiva para cadeirantes.

#PorMaisInclusãoNaFesta

Sendo assim, eu concluo que a articulação para essa onda de compartilhamento sobre o assunto – “privatização da Festa da Luz” - nas redes sociais, sobretudo por parte de quem tem contracheque no Estado, não passa de ‘picuinha política’ e 'barulho na internet'.

... há coisa mais importante para se discutir na cidade! #Fato

Articulação é outra palavra que os ‘girassóis’ de Guarabira conhecem bem e são quase mestres nisso, reconheço - forçando ou não aliados a compartilharem e reproduzirem o que interessa às lideranças do “grupo”, muitas vezes sob o controle de um só.

Eu também digo NÃO a privatização da Festa da Luz. À privatização. E respeito a posição do vereador Renato Meireles, que tem todo o direito de 'fazer barulho' nas redes sociais. Mas, por enquanto, não há nada a ser privatizado na festa.

Autor: Joseilton Gomes-Ikeda (jornalista, editor do Caderno de Matérias)

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