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Neste sábado, agora, a maior rivalidade do futebol do Brasil

Na sua Arena, o Corinthians, 28 títulos, e o Palmeiras, 22, iniciam a disputa pelo Paulista de 2018, um duelo radical que não acontece desde 1999

TIMÃO VERSUS VERDÃO - Decisão já teve quebra-pau entre Paulo Nunes e Edilson Capetinha (Foto: R7)
Impressionante. De acordo com uma pesquisa da CNN, a poderosa rede multinacional de jornalismo, o Corinthians e o Palmeiras protagonizam a nona maior rivalidade no Futebol do planeta, a segunda nas Américas, apenas atrás de Boca Juniors X River Plate na Argentina. O “Timão” e o “Verdão”, porém, não disputam uma decisão do torneio estadual desde o ano já remoto de 1999. Naquela ocasião, numa melhor de duas partidas, depois de cravar 3 X 0 na primeira, o “Mosqueteiro” segurava o placar de 2 X 2, na segunda, quando o meia Edílson, apelidado “Capetinha”, um ex, abusadamente desandou a fazer embaixadinhas e, então, curvou as suas costas e aparou a pelota na nuca. Os adversários obviamente se rebelaram. Eclodiu um quebra-pau, o árbitro Paulo César de Oliveira encerrou o prélio, e o Corinthians conquistou o campeonato.

Neste sábado, 31 de Março de 2018, na Arena ainda-sem-nome de Itaquera, os radicais coirmãos se digladiarão na peleja inicial da decisão do Paulista de agora, talvez com um público superior ao do recorde, 46.493 testemunhas do triunfo do mesmo “Timão” sobre o mesmo “Verdão”, 3 X 2, em 5 de Novembro de 2017. Será a sua pugna de número 356. O Corinthians, que vem de quatro sucessos consecutivos, 8 tentos a 2, no geral dos combates procura se igualar ao Palmeiras: tem 125 vitórias contra 126. Na fase de grupos, em 24 de Fevereiro, num lindo petardo de canhota e num penal, Rodriguinho e Clayson decretaram 2 X 0. E Jadson ainda desperdiçou um outro penal.

Falei em coirmãos radicais? De fato, ambos brotaram de uma única semente. Em Agosto de 2014, os alemães já tinham o seu Germânia, os britânicos o seu Mackenzie, e o Corinthians, que surgira em 1910 sob a inspiração de peninsulares como Miguel Battaglia, Rafael Perrone e Alexandre Magnani, escancarava as suas portas a pessoas de todas os matizes étnicos.

Insatisfeitos, colegas italianos de Magnani e de Battaglia, liderados por Luigi Cervo e por Vicente Ragognetti, dois funcionários das alentadas Indústrias Reunidas Francisco Matarazzo, instalaram formalmente o seu cisma. No dia 14, com a data de 13, o “Fanfulla”, um periódico da colônia, publicou uma longa conclamação aos desejosos da criação de um novo clube de Futebol. E no dia 26, com o apoio formal do Cônsul da Itália e com Ezequiel Simone na presidência, o Palestra nasceu. Ironia: o “Timão” arrebatou, precisamente em 2014, o primeiro dos seus 28 lauréis. O “Verdão”, menos, soma 22.

Depois da dissidência, a rivalidade ainda demoraria três anos até inaugurar a sua história no gramado. Em 5/5/17, no Parque Antártica, por 3 X 0, no Campeonato Paulista, o anfitrião Palestra acabou com uma série invicta de 25 porfias do Corinthians e acedeu o estopim que se estica até hoje. Coube ao Palmeiras, aliás, a maior goleada da antologia do jogo que o enciclopédico jornalista Thomaz Mazzoni (1900-1969) batizou de “Derby”.

Em outro dia 5, no caso de Novembro de 1933, pelo certame Estadual que se superpunha ao Torneio Rio-São Paulo, o Palestra Itália sapecou 8 X 0 no Corinthians. Cujo resultado mais volumoso, 5 X 1, ocorreu em 1º de Agosto de 1982, pelo Estadual, quando um certo aspirante de nome Walter Casagrande Junior, ao lado do saudosíssimo Dr. Sócrates, registrou três.

Do R7

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