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OPINIÃO! Helder Moura analisa processos de RC no STF, Lei Maria da Penha e o "7 de abril"

TÍTULO! SE FICAR O BICHO PEGA… O dilema do governador com a proximidade de 7 de abril

Nada é tão atual como o ditado popular que diz: se ficar, o bicho pega, se correr, o bicho come. Pelo menos para o governador Ricardo Coutinho, quando finalmente se aproxima a data fatal de 7 de abril, prazo final para desincompatibilizações. É um dilema e tanto para quem, nos últimos mais de sete anos, esteve aboletado no poder.

Jornalista Helder Moura (Foto: Da Net)
Se ficar, permanecerá empoleirado na máquina, com poder de fogo para, por exemplo, tentar viabilizar a candidatura do secretário João Azevedo (Infraestrutura). Mas, se ficar, corre o risco (cada vez mais concreto) de receber o carimbo de cassado em sua biografia. Algo que parece causar muito pavor a vossa excelência, após ter usado tanto esse vocábulo contra o senador Cássio Cunha Lima.

Além do mais, a partir de janeiro do próximo ano, estará sem mandato, perderá o foro privilegiado, o poder de fogo da caneta, sua evidente influência em setores da Justiça e, pior, descerá para a planície, onde terá de enfrentar todos os desafetos a quem causou tanto mal. Como responde a centenas de processos, inclusive alguns pesados como Lei Maria da Penha, poderá se dar mal.

Se, porém, decidir deixar o Governo, agora, então, ainda que seja condenado pela Justiça Eleitoral, não terá o timbre de cassado, apesar de, sendo punido, se tornar inelegível por oito anos a contar de 2014. Mas poderá disputar o Senado. É inquestionável que, a preço de hoje, tem cacife para a disputa, apesar de que, nunca se sabe como termina um campanha, especialmente numa eleição plebiscitária como esta.

E, deixando o Governo, ainda terá de entregar o cetro para sua vice Lígia Feliciano, com quem obviamente não tem uma boa relação, especialmente após desdenhar de uma eventual candidatura dela ao Governo, de sua capacidade administrativa, afora problemas da pesada, envolvendo Renato Feliciano. No clã Feliciano apesar de reinar de coração para coração, o episódio está mais perto do fígado.

Então, é compreensível o dilema de sua excelência e o (péssimo) humor que tem demonstrado nos últimos dias.

Por Helder Moura

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