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Manifestantes protestam contra Pacto sobre Migração da ONU em Bruxelas

164 países assinaram cooperação para uma 'migração segura, ordenada e regular'. Futuro ministro de Bolsonaro disse que Brasil não vai aderir


Protestantes enfrentam a polícia durante uma manifestação anti-imigrantes fora da sede da UE em Bruxelas. A polícia usou gás lacrimogêneo e canhões de água para dispersar manifestantes. — (Foto: AP / Erik Luntang)
Na Bélgica, 5,5 mil manifestantes de um partido de direita protestaram neste domingo (16) contra o Pacto Global sobre Migração da ONU, aprovado no Marrocos por mais de 160 países no último dia 10. Houve confronto com a polícia, que usou canhões d'água para dispersar os manifestantes, que lançaram barricadas e fogos de artifício.

Um porta-voz da polícia de Bruxelas disse à agência de notícias EFE que 97 pessoas foram presas, mas não soube precisar quantas delas compareceram a um tribunal.

Também neste domingo (16), o papa Francisco expressou o seu apoio ao Pacto, apelando à comunidade internacional a trabalhar "com responsabilidade, solidariedade e compaixão" em relação aos migrantes. De acordo com o Papa, o acordo será "referência" para a comunidade internacional lidar com o tema.

Diante de milhares de fiéis que compareceram à missa dominical na Praça São Pedro, no Vaticano, o papa Francisco disse que o texto da ONU oferece parâmetros para a comunidade internacional tratar a migração de maneira "segura, coordenada e regular".

Extrema direita

A manifestação na Bélgica, apelidada de "Marcha contra Marrakech", foi uma reação à adesão do primeiro-ministro belga, Charles Michel, ao pacto das Nações Unidas, que pretende reforçar a cooperação internacional para uma migração mais segura. O projeto ainda deve passar por uma última votação na próxima quarta (19), na Assembleia Geral da ONU.

O protesto havia sido inicialmente proibido pelo ministro-presidente da região de Bruxelas, Rudi Vervoort. No entanto, o Conselho de Estado belga suspendeu a proibição na sexta-feira (14), afirmando que o medo de considerando que o medo de agitações causadas pela marcha não justificava o seu veto.

Entre outras medidas, o Acordo proíbe as detenções arbitrárias de migrantes, e apenas autoriza as prisões como medida de último recurso. Alguns países rejeitaram a proposta — como Áustria, Hungria, EUA e Israel.

O documento destaca 23 objetivos para a cooperação internacional em relação à imigração. Dentre os objetivos, uma proposta visa o trabalho em conjunto para melhorar as condições estruturais de países e diminuir a fuga de pessoas de seus territórios.

Conforme informações da agência de notícias EFE, os eventos ocorreram ao lado do edifício Berlaymont, sede da Comissão Europeia, quando vários dos participantes do protesto jogaram pedras de pavimentação e cercas para os agentes.

Segundo a agência de notícias belga, uma vidraça do prédio da Comissão Europeia também foi danificada.

Paralelamente a esta manifestação, também foi realizada uma outra em apoio ao pacto migratório da ONU, que, de acordo com a polícia de Bruxelas, contou com a participação de milpessoas e em que não houve distúrbios.

Entre os organizadores e participantes da manifestação contra o Pacto de Imigração da ONU incluem o partido de extrema direita da região de Flandres Vlaams Belang, a Associação Flamenca de Estudantes Católicos (KVHV) e da Associação dos Estudantes Nacionalistas (NSV).

O Pacto das Migrações da ONU despertou recentemente a vida política belga a tal ponto que a formação nacionalista flamenca N-VA rompeu, na semana passada, o governo de coalizão do qual era sócio majoritário.

O N-VA, que inicialmente tinha dado a sua aprovação ao texto não vinculativo para uma forma ordenada e respeitosa direitos migração humana, mudou nas últimas semanas e deu um ultimato ao primeiro-ministro, o francófono liberal Charles Michel, avisando-o de que, se ele assinasse o pacto, eles quebrariam a coalizão.

Do G1
Em 16.12.18, às 22h03

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