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Maduro toma posse, acusa oposição e chama Bolsonaro de fascista

O regime de Maduro é acusado por organismos internacionais de cometer delitos de lesa-humanidade

O ditador venezuelano, Nicolás Maduro, tomou posse nesta quinta (10) para seu segundo mandato, desta vez até 2025, decorrente de eleições nas quais candidaturas foram barradas, a abstenção chegou a 54%, e que a oposição e grande parte dos governos internacionais consideraram fraudulentas.

Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro e o presidente do Brasil, Jair Bolsonaro (Foto: Reprodução)
Estavam presentes no Tribunal Supremo de Justiça (TSJ), onde ocorreu a cerimônia desta quinta, alguns chefes de Estado alinhados a Maduro. Entre eles, o presidente boliviano Evo Morales, o de El Salvador, Salvador Sánchez Cerén, o dirigente cubano Miguel Díaz-Canel, o ditador da Nicarágua, Daniel Ortega, assim como representantes ou delegações de Turquia, Rússia, Bielorrússia, México, Argélia, China, Palestina, Egito, Índia, África do Sul, Iraque, Líbano e de países caribenhos.

A presidente do PT, Gleisi Hoffmann, disse que viajaria para acompanhar a posse em Caracas, um movimento para o qual recebeu apoio do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, antigo aliado do chavismo, preso em Curitiba.

“É inaceitável que se vire as costas ou se tente tirar proveito político quando uma nação enfrenta dificuldades. Impor castigos ideológicos aos venezuelanos também resultará em graves problemas imigratórios, comerciais e financeiros para os brasileiros”, afirmou Gleisi na nota.

O regime de Maduro é acusado por organismos internacionais de cometer delitos de lesa-humanidade. Há cerca de 4.000 presos políticos em prisões por todo o país, como o Helicóide e a chamada “tumba”, ambas em Caracas, onde foram reportadas sessões de tortura. Há ainda pessoas detidas sem julgamentos.

A União Europeia, EUA e 13 integrantes do Grupo de Lima (do qual o Brasil faz parte) não enviaram representantes. A maioria não reconhece a reeleição de Maduro.

A exceção no Grupo de Lima é o México, governado pelo esquerdista Andrés Manuel Lopez Obrador, que se calou.

O conselheiro de Segurança Nacional dos EUA, John Bolton, mandou uma mensagem em redes sociais dizendo que “os EUA não reconhecem a posse ilegítima do ditador Nicolás Maduro”. “Vamos continuar a aumentar a pressão sobre esse regime corrupto, apoiar a Assembleia Nacional democrática e pedir por democracia e liberdade para a Venezuela”.

A União Europeia, por meio de sua porta-voz, Maja Kocijancic, disse que “os Estados-membros continuaremos a pedir novas eleições, que se efetuem de acordo aos padrões internacionais”.

A vice-presidente da Colômbia, Marta Lucía Ramírez, pediu que o mundo inteiro rogasse “a Deus uma saída pacífica da ditadura venezuelana”.

O ato começou às 10h locais (12h em Brasília), com um passeio em carro aberto de Maduro e a mulher, Cilia Flores, pelas ruas do centro de Caracas. Somente militantes pró-chavismo eram vistos, vestindo camisetas e bonés com as cores da Venezuela e empunhando bandeiras do país.

As imagens das TVs alinhadas ao governo mostravam grande quantidade de gente acompanhando Maduro no entorno do TSJ. Os ângulos a partir dos quais as imagens foram feitas, porém, não permitiam ver se havia uma grande multidão ou se tratava de um grupo concentrado.

Normalmente, o juramento do novo presidente semse dá na Assembleia Nacional. Porém, o regime considera esta “em desacato” e preferiu realizar a cerimônia no tribunal.

Do Notícias ao Minuto com informações da Folhapress
Em 11.1.19, às 14h08

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