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Saiba como funcionava o esquema investigado pela Fantoche

De acordo com apuração do Jornal CORREIO, o presidente da Fiep, Buega Gadelha, foi preso em Brasília

PF cumpre mandados na PB e em PE (Foto: Ezequiel Quirino/TV JC)
Empresas fantasmas e muito dinheiro vindo do Governo Federal sendo ‘investido’ nelas. Assim funcionava o esquema desmantelado pela Polícia Federal nesta terça-feira (19) durante a deflagração da Operação Fantoche.

Durante entrevista concedida à imprensa em Recife, capital de Pernambuco, o delegado Regional de Combate ao Crime Organizado, Renato Madsen, explicou os detalhes de como funcionava a suposta organização criminosa, que também tinha um braço na Paraíba. De acordo com apuração da reportagem do Jornal CORREIO, o presidente da Fiep, Buega Gadelha, foi preso em Brasília.

De acordo com a PF, tudo era iniciado com o fechamento de convênios entre o Ministério do Turismo e ONGs de fachada. Com a parceria firmada, a ONG fazia uma cotação de preços simulados, uma espécie de licitação, com três empresas. Uma delas mantinha maior contato com o grupo familiar investigado e, após a apresentação dos valores e serviços, essa mesma empresa vencia e executava o evento sem utilizar toda a quantia repassada pelo Ministério.

O passo seguinte do esquema era pegar o maior montante da verba destinada para a empresa fantasma que havia ‘vencido’ a licitação. O que sobrava era distribuído entre outras empresas, todas de fachada. A intenção, claro, era dificultar a investigação da Polícia Federal.

“Ela começou tendo alguns contratos de promoção de eventos culturais aqui no estado de Pernambuco e na medida que os órgãos de fiscalização exigiam dela das empresas, esse grupo empresarial começou a mudar um pouco essa temática e utilizar ONGs para se afastar dessa contratação direta que os órgãos de controle estavam entendendo como não sendo o mecanismo jurídico mais adequado para esse tipo de repasse de valores. Então elas começaram a se distanciar desses contratos porque o objetivo era desviar grande parte desse recurso e não aplicá-los nos eventos culturais”, explicou Renato Madsen.

Os alvos da Operação Fantoche
Entre os alvos da operação, que seriam as empresas fantasmas contratadas para realizar o evento estão: o Instituto Origami, localizada na região central do Recife; Aliança Comunicação e Cultura, sediada no bairro das Graças; Idea Locação de Estruturas e Iluminação, na Madalena; Somar Intermediação, que ca no bairro de Casa Amarela e Negócios e Ateliê Produções Artísticas, que se encontra em Areias.

A ação contou a com o apoio do Tribunal de Contas da União (TCU) e, ao todo, com a participação de 213 policiais federais e 8 auditores do TCU.

Do Jornal do Comércio de Pernambuco
Em 19.02.19, às 14h37

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