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‘Voto secreto é agravamento da corrupção’, diz analista político

Na Assembleia Legislativa da Paraíba a maior parte das votações acontece de maneira aberta. A eleição da mesa diretora é uma das exceções

Gilvan defende voto aberto nas casas legislativas (Foto: Divulgação)
O analista político e ex-deputado federal, Gilvan Freire, comentou, nesta sexta-feira (15), resultado da enquete realizada pelo Portal Correio em que 95% dos internautas opinaram pela adoção da votação aberta nas casas legislativas. A enquete registrou a participação de quase 1,1 mil votos. Desses, 1.034 pessoas se disseram favoráveis ao voto aberto, enquanto que apenas 49 defenderam a manutenção da votação secreta.

Na Assembleia Legislativa da Paraíba, a maior parte das votações acontece de maneira aberta. A eleição da mesa diretora é uma das exceções. No início do mês, o deputado Adriano Galdino (PSB) venceu a disputa para comandar a Casa nos próximos dois biênios.

De acordo com Gilvan Freire, o instituto do voto secreto foi feito para proteger o político e o Parlamento, especialmente o parlamentar diante de pressões de outros poderes e outras instituições. Ele ressaltou, no entanto, que em função da degradação moral dos costumes políticos, o voto secreto passou a ser um instrumento de barganha e negociações espúrias.

“A votação secreta é uma forma do parlamentar se esconder do eleitor na hora de manifestar seu voto em cima das grandes questões, especialmente para favorecer o executivo ou favorecer na feitura de Legislação de negócios de interesses de grandes corporações financeiras”, destacou.

Voto secreto favorece a corrupção
Freire disse que como atualmente o que impera na política são os maus costumes, o voto aberto surge como um dos instrumentos de reengenharia para restabelecer a decência na vida pública.

“Sem o voto secreto os parlamentares terão a oportunidade de prestar contas à sociedade de forma mais explicita. Eu até diria que os parlamentares mais sérios, em votações em que possam por em risco a integridade, ficarão mais vulneráveis, mas diante da atual situação, entendo que o voto secreto é um instrumento poderoso para o agravamento da corrupção no país”, arrematou.

Eleições no Senado
A eleição para a presidência do Senado foi marcada por um embate sobre se a votação seria aberta ou secreta. No dia 1º de fevereiro, após cinco horas de sessão, a maioria dos parlamentares decidiu pelo voto aberto. Mas uma decisão do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli determinou que a votação deveria ser secreta.

Com 42 votos, o senador Davi Alcolumbre (DEM-AP) foi eleito no dia seguinte, em primeiro turno, como presidente do Senado para os próximos dois anos. O principal opositor de Alcolumbre, o senador Renan Calheiros (MDB-AL), retirou a candidatura.

A eleição foi feita em cédulas e teve que ser realizada duas vezes, pois na primeira apuração foi encontrada uma cédula a mais na urna. Após ser suspensa no dia 1º, a sessão começou no dia seguinte por volta das 12h.

*Com informações da Agência Brasil
Em 18.02.19, às 00h47

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