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Secretário diz que ocupação de leitos em JP é confortável, mas alerta CG, Guarabira e Patos

Médico Geraldo Medeiros tem demonstrado preocupação com municípios do interior da Paraíba

Secretário Geraldo Medeiros (Foto: Paraíba.Com.Br)
O Secretário de Estado da Saúde (SES), Geraldo Medeiros, comentou em entrevista nesta sexta-feira (26), a situação da ocupação de UTIs na Grande João Pessoa (74%) é confortável e que a Paraíba conseguiu superar os 100 dias da pandemia com leitos para todos os pacientes.

Apesar disso, o médico alerta. “A população precisa entender que ainda não ganhamos o jogo, ao longo dos últimos 60 dias vários estados entraram em colapso na rede pública e a Paraíba conseguiu superar os 100 dias sem observar cenário semelhante de paraibanos necessitando de leito de UTI e circulando em ambulância sem encontrá-lo”, disse.

A ocupação em João Pessoa, de acordo com o boletim desta quinta-feira (25) da Secretaria de Estado da Saúde (SES), é de 74%, mas, de acordo com o secretário, flexibilização não é para o povo ir para a rua e aglomerar, porque “aí sim teremos uma segunda onda como estamos observando em Curitiba, Porto Alegre, Belo Horizonte. É preciso ter cautela”, afirmou.

Em contrapartida estão os municípios de Campina Grande, Patos e Guarabira. O secretário lembrou que houve um grande número de novos casos e, hoje, as três cidades são as que mais preocupam a SES. “São cidades que não seguiram as orientações da Secretaria de Estado da Saúde e promoveram flexibilização mais ampla e consequentemente Campina Grande hoje tem o R (poder de duplicação viral) de 2.9 que é o maior do estado e a probabilidade é de termos para daqui há 15 dias um aumento no número de casos”, disse.

Respiradores

O secretário rebateu uma matéria nacional que apontava que a Paraíba não tinha recebido nenhum respirador. De acordo com Medeiros, o Estado comprou 84 respiradores em março, mas eles só chegaram semana passada porque haviam sido retidos pelo Ministério da Saúde.

“Já estão sendo distribuídos nas unidades de saúde do estado. Estão no almoxarifado da Secretaria de Estado da Saúde e eles não foram ofertados (antes) em decorrência do confisco do Ministério da Saúde que centralizou as compras, agora, por meio de ação judicial, do Ministério Público Federal houve a determinação da Justiça para ser entregues em cinco dias”, disse.

Por Marília Domingues/Paraíba.Com.Br
Publicada por F@F em 26.06.2020

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