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Renato Feder diz que rejeitou convite para ser ministro da Educação

O nome era dado como certo na sexta-feira (3) pela manhã nos bastidores do Palácio do Planalto

Renato Feder (Foto: Reprodução/ohoje.br)
O secretário de Educação do Paraná, Renato Feder, afirmou neste domingo (5) que decidiu declinar do convite feito pelo presidente Jair Bolsonaro para tornar-se ministro da Educação. O nome era dado como certo na sexta-feira (3) pela manhã nos bastidores do Palácio do Planalto. No entanto, Bolsonaro sofreu forte pressão de apoiadores de setor mais “ideológico” do governo para rever a indicação.

Feder afirma que não assumirá o cargo por decisão própria e deu detalhes do contato feito por Bolsonaro. Disse ainda que manterá o trabalho desenvolvido no Paraná.

“Recebi na noite da última quinta-feira uma ligação do presidente Jair Bolsonaro me convidando para ser ministro da Educação. Fiquei muito honrado com o convite, que coroa o bom trabalho feito por 90 mil profissionais da Educação do Paraná. Agradeço ao presidente Jair Bolsonaro, por quem tenho grande apreço, mas declino do convite recebido. Sigo com o projeto no Paraná, desejo sorte ao presidente e uma boa gestão no Ministério da Educação.”

Cotado e praticamente descartado para o cargo de ministro da Educação, Renato Feder foi às redes sociais neste domingo (5) para responder a críticas que recebeu nos últimos dias. Uma das principais delas diz respeito ao uso de livros com ideologia de gênero no Paraná, onde Feder é secretário de Educação.

Mais cedo, neste domingo, ele fez outra postagem alegando ser falsa a informação de que teria havido divulgação de livros com ideologia de gênero no Paraná. O tema foi um dos que contribuíram para a pressão de apoiadores para que o presidente desistisse de Feder. “Não existe nenhum material com esse conteúdo aprovado ou distribuído pela Secretaria”, escreveu o secretário em post no Facebook.

Feder ocuparia a vaga de Abraham Weintraub, que deixou o ministério em junho. Bolsonaro chegou a nomear o professor Carlos Alberto Decotelli da Silva para o cargo, mas acabou demitino o candidato a pedido seis dias depois, após universidades apontarem a existência de diversas informações falsas no currículo de Decotelli.

Do R7
Publicada por F@F em 05.07.2020

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