Corpos de idosas são trocados e mulher é enterrada longe da família
Railda Mendes Malafaia, de 77 anos, foi sepultada no lugar de Anerina Maria da Silva, de 80. Justiça ordenou ao governo do estado fazer exumação e traslado dos corpos
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| Caso aconteceu em Recife, Pernambuco (Foto: Reprodução/Acervo Pessoal) |
CONFIRA: Corpos de idosas são trocados e mulher é enterrada em cidade distante da família: 'Quando tirei o véu, vi que não era minha mãe'
Ao g1, o filho de Railda, André Malafaia, disse que só descobriu o equívoco quando chegou para o velório da mãe, no Cemitério de Santo Amaro, no Centro da capital pernambucana.
"Quando eu abro a capela junto com um funcionário lá, já tinha alguns amigos. Quando eu tirei um 'veuzinho' assim [do rosto dela], eu disse: 'essa não é a minha mãe'", contou.
Na terça-feira (5), a família conseguiu na Justiça uma liminar, em tutela de urgência, ordenando ao governo do estado fazer a exumação e o traslado dos corpos (saiba mais abaixo).
A Procuradoria Geral do Estado informou, nesta sexta-feira (8), que foi intimada da decisão e expediu ofício à Secretaria de Defesa Social (SDS) para dar cumprimento à decisão. Já a SDS disse que vai abrir um procedimento interno para apurar o caso e afirmou que o Instituto de Medicina Legal (IML) fez a exumação do corpo de Railda.
Após ver o corpo de outra mulher no caixão de sua mãe, André disse que fez uma busca junto à funerária e descobriu que Railda tinha sido sepultada, dentro de um caixão fechado, num cemitério público de Carpina, na Zona da Mata Norte de Pernambuco. O Instituto de Medicina Legal ajudou a desvendar o caso ao achar a funerária de Carpina.
"Chegaram outros parentes e eu dizia: 'gente, eu não estou ficando doido, me ajudem aqui, vejam se é a minha mãe nesse caixão'. Foi unânime. A gente começou a 'Odisseia'. Liga para a funerária. A funerária, supersolícita, chegou em minutos, foi explicada toda a situação. E o que a funerária fez? Cadê o NIC?", disse.
O NIC é o Número de Identificação de Cadáver, um código numérico de oito dígitos usado pela Polícia Científica para identificar os corpos. A sequência é impressa numa tornozeleira colocada no paciente.
"O NIC que estava no tornozelo dessa senhora batia com o número de Dona Railda, que é a minha mãe. Então, o número de Railda estava no tornozelo de Maria e, por sua vez, o número de Maria está no tornozelo hoje de Railda, que é a minha mãe. [...] Espiritualmente, a gente se compadeceu da situação, rezou por essa senhora, velou o corpo que tinha para velar. E nós fechamos o caixão", contou.
Fonte: g1 Pernambuco

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