Motoboy que desapareceu após ser torturado é encontrado morto na PB
Erick Santos, de 23 anos, foi encontrado no bairro Padre Zé. Na sexta-feira (28), um homem foi preso suspeito de ter envolvimento no desaparecimento do motoboy
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| Vítima teria sido torturada (Foto: Reprodução/Redes Sociais) |
Segundo a Polícia Militar, o corpo foi encontrado próximo a uma área de mata no bairro Padre Zé. Até o momento, a causa da morte não foi informada.
Equipes do Corpo de Bombeiros foram acionadas para a retirada do corpo da vítima.
Erick estava desaparecido desde terça-feira (25), quando fez o último contato com a companheira. A família registrou um boletim de ocorrência e, desde então, procurava pelo jovem.
Um homem foi preso na tarde de sexta-feira (28), em João Pessoa, suspeito de envolvimento no desaparecimento do motoboy Erick Rodrigues, de 23 anos. Segundo a Polícia Civil, o homem é integrante de uma facção criminosa e confessou ter ordenado uma “disciplina” contra o motoboy.
De acordo com o delegado Filipe William, da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), as investigações apontaram que a geolocalização da moto de Erick levou os policiais até uma residência no bairro Padre Zé, em João Pessoa.
O imóvel pertence à ex-companheira do motoboy. No local, a polícia identificou o atual namorado da mulher, que, segundo o delegado, é monitorado por tornozeleira eletrônica e já foi condenado pela Justiça.
“Ao chegar lá, identificamos quem era a ex-companheira, identificamos também o atual namorado dela. Ele é uma pessoa tornozelada e ele já é condenado. E estava tornozelado também; identificamos que ele estava lá no local na madrugada em que Erick esteve por lá”, explicou o delegado Filipe William.
Suspeita de tortura
Segundo a Polícia Civil, a principal linha de investigação é de que Erick e a ex-companheira mantinham um relacionamento. O atual namorado dela teria descoberto o suposto caso e atraído o motoboy até a residência.
O homem preso confessou à polícia que aplicou uma “disciplina” contra Erick, termo usado por ele durante o depoimento. Segundo o suspeito, a motivação seria o suposto relacionamento entre a vítima e a mulher.
“Ele confessou que aplicou uma disciplina em Erick. Na palavra dele mesmo, disciplina. É pelo fato dele estar tendo um relacionamento com a sua companheira, segundo ele afirma”, disse o delegado.
Ainda de acordo com a Polícia Civil, o homem afirmou que contou com a ajuda de outros dois integrantes da facção para praticar a violência contra Erick.
“O torturaram e, após a tortura, segundo ele, conduziram para Caaporã”, disse o delegado Filipe William.
O suspeito negou ter matado Erick, mas admitiu ter participado da tortura.
“Ele negou ter executado Eric, ele confirmou que torturou, confirmou que aplicou a disciplina, inclusive a pedido dele os integrantes de facção criminosa foram até sua casa para realizar o ato, mas ele nega ter praticado o homicídio de Erick”, afirmou o delegado.
Fonte: g1 paraíba

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