OPINIÃO! Heron Cid vê destaque de Lucas Ribeiro em debate
O primeiro debate eleitoral, o “elemento surpresa” e a inversão de expectativa
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| Jornalista Heron Cid (Foto: Reprodução/MaisPB) |
No ambiente de tensão e nervosismo – comum a todos os concorrentes em estreia -, Efraim, sobre quem recaía a autoexpectativa da aposta e crescimento no debate, foi quem mais chamou o governador para a briga, como era previsto.
Preparou um ataque na investigação do Padre Zé, mas Lucas devolveu com o envolvimento do suplente do senador nas fraudes do INSS. No tema do setor produtivo, onde transita bem, bateu na carga tributária da Paraíba. O governador sacou o tarifaço de Trump – produto do bolsonarismo que o senador representa. Mais uma vez, o jogo virou.
Efraim agiu como aquele lutador tentando cercar e acertar seu contendor, mas não conseguiu. Ficou no regular a atuação de quem se prenunciou fulminante.
O ex-prefeito Cícero Lucena demorou a entrar no ringue. Sonolento, exibiu uma imagem de cansaço ou falta de ritmo. Jogou na mensagem de experiência, mas pouco vendeu de palpável da própria gestão. Nada que despertasse o sonho ou a esperança de um novo modelo de governo. Ainda ouviu de Lucas um lista de obras paradas deixadas para o sucessor Leo Bezerra.
Tal qual o candidato do PL, Cícero ensaiou o ataque e entrou com força na PPP da Cagepa, tema muito sensível para o governo, porém explorou mal e não emplacou um golpe que acuasse Lucas. O governador saiu-se do cerco falando nos investimentos em saneamento básico para os municípios. Resposta superficial, mas funcional.
Na contagem final do debate de largada, os “elementos surpresas” vieram do estreante e o menos testado nesse tipo de confronto. O mundo da política e a imprensa esperavam um governador intimidado e titubeante. Viram um candidato seguro e sereno.
Numa luta contra dois, além de neutralizar golpes, Lucas conseguiu vencer por pontos. E inverteu o jogo das expectativas. Os que entraram no round com obrigação de nocauteá-lo terminaram com sérios motivos de preocupação com os riscos de sofrê-lo.
Por Heron Cid (jornalista, dono e editor do MaisPB)

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