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Preso casal suspeito de acorrentar e torturar criança de sete anos

Suspeitos são investigados desde a última sexta-feira (11), após denúncias da tia da criança, de profissionais da escola dela e do conselho tutelar do município

A mãe suspeita de torturar e espancar o filho de sete anos, na cidade de Boqueirão, Agreste da Paraíba, foi presa na manhã desta quinta-feira (18) pela Polícia Civil. Junto a Maria Aparecida Silva Sousa, de 26 anos, o agente de saúde e atual marido dela, Edilson Cosme de Albuquerque, de 25 anos, também foi preso suspeito de participação no crime. As prisões são de caráter preventivo. Os dois tinham sido presos antes, mas foram liberados após depoimentos por falta de flagrante.

Casal havia sido preso, mas foi liberado por falta de flagrante. Agora, eles foram presos de forma preventiva (Foto: Mayara de Oliveira/Portal Correio) 
A Polícia Civil investiga o casal desde a última sexta-feira (11), após denúncias da tia da criança, de profissionais da escola dela e do conselho tutelar do município. As investigações iniciais apontavam para tentativa de homicídio qualificado pela tortura contra a criança, por parte da mãe.

Quando a criança foi encontrada, estava com várias marcas de agressões pelo corpo e num estado de desnutrição total. A suspeita é que ela tenha passado quase 40 dias sendo vítima de acorrentamento e de maus-tratos. O menino teve que ser encaminhado para o Hospital de Trauma de Campina Grande, onde permanece internado desde a quinta-feira (10).

Conforme a assessoria da unidade hospitalar, o estado de saúde do garoto é estável, e nesta sexta-feira (19), ele poderá ser submetido a uma cirurgia de reconstrução do couro cabeludo, por conta de queimaduras sofridas durante as sessões de agressão. 

Investigação

Conforme o delegado a frente do caso, Iasley Almeida, o casal ainda não havia sido preso pela ausência suficiente de provas para que os mandados fossem expedidos. Durante o final da tarde dessa quarta (17), a equipe de investigação esteve no hospital e ouviu a criança com o auxílio de psicólogos do local. Quando ele teria relatado como os suspeitos o mantinham dentro da residência. 

“Ela estava mais confiante e segura, dizia que a mãe o deixava de alimentar por um ou dois dias sequencialmente, a agredida com fios, às vezes até com mangueira. Atos praticados com total banalidade, sem motivos justos, um simples arrastar dos pés os levavam a praticar os atos contra o garoto,” contou.

Casal nega crime

A polícia conseguiu localizar o casal na residência de um tio do suspeito, em Boqueirão, mas conforme o delegado, nenhum dos dois teria esboçado reação, assim como alegaram não ter cometido nenhum crime contra a criança. “No interrogatório dos dois eles negam, só informam que o que aconteceu foi decorrente de uma queda no quintal, mas o garoto disse que a mãe e o padrasto o teriam mandado dizer a mesma coisa,” disse.

O mandado de prisão, segundo o delegado, é em decorrência de tentativa de homicídio triplamente qualificado, sendo por motivo fútil, pela impossibilidade de defesa da vítima e principalmente por tortura. “Agora estamos comunicando as prisões em cumprimento aos mandados. Eles serão encaminhados para a Carceragem da Central de Polícia Civil de Campina Grande, mas já estamos finalizando ainda hoje o inquérito policial indiciando o casal,” finalizou. 

Histórico de violência

De acordo com apuração da TV Correio, o menino já tinha sido afastado do convívio com a mãe, devido a denúncias de agressões. Ele é órfão de pai e passou um tempo morando com uma das avós, mas teria voltado para a casa da mãe. A suspeita atualmente vive com um agente de saúde municipal e, com ele, tem outro filho, de 1 ano e seis meses. Não há indícios de que o caçula também tenha sofrido maus-tratos.

Do Portal Correio
Publicada por F@F em 18.07.09, às 12h58

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