OPINIÃO! Editor de F@F comenta licença da prefeita Léa Toscano
Domingo, 25.01.26
Léa e a licença estratégica
Caríssimo leitor;
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| Editor de Fato a Fato, Antonio Santos (Foto: Arquivo Pessoal) |
Com uma gestão de mais de um ano e que ainda não entregou o prometido e nem o esperado pelo povo guarabirense em obras, ações, e serviços, a prefeita se vê desprotegida e sem apresentar respostas convincentes diante da atuação de uma oposição categorizada, sobretudo da parte de três vereadores.
A orientação é se afastar um pouco do “olho do furacão” e deixar a “banana quente” nas mãos de quem vai assumir a Prefeitura. Quando Léa se afastar, o vice-prefeito Raimundo Macedo assume o cargo e depois dá uma oportunidade ao presidente da Câmara, o vereador Júnior Ferreira.
Em artigo anterior, mostramos que a bancada de oito vereadores ligados à prefeita passou todo ano de 2025 acuada, sem respostas, inclusive não tendo capacidade de fazer o contraditório perante as críticas fundadas da oposição, principalmente as exercidas por três vereadores.
A bancada governista não teve como contradizer e fazer a defesa da gestão, vezes por falta de capacidade, noutras oportunidades devido a inoperância da administração municipal que, ao longo de um ano, não conseguiu realizar o prometido durante a campanha eleitoral.
Desta forma, a saída estratégica mais plausível seria (como será) uma retirada momentânea. Léa se afasta, deixa os problemas nas mãos do vice e do presidente da Câmara, e vê se eles têm capacidades para pelo menos atenuar as denúncias dos parlamentares da oposição.
Léa se afasta da Prefeitura de Guarabira no dia 5 de fevereiro. A partir daí veremos como vai se comportar o G-3, grupo integrado pelos vereadores Alcides Camilo, Renato Meireles e Célio Alves, por sinal todos advogados e conhecedores das leis.
A oposição é composta de sete vereadores, mas, são esses três os responsáveis por grande parte das denúncias contra a gestão municipal que, diante do apresentado pelo trio, até agora não teve capacidade político-administrativa de fazer pelo menos o contraditório.
Se Raimundo e Júnior têm capacidade e habilidade de minimizar o “rolo compressor” da oposição contra a gestão, não temos convicção disso. No entanto, o certo é que a figura da prefeita ficará descansando por duas semanas.
E o G3? Os três vereadores vão centrar seus petardos contra os gestores interinos ou continuarão criticando quem verdadeiramente é o responsável pela administração municipal? Veremos.
O certo é que os problemas de Guarabira não serão resolvidos em duas semanas, sobretudo aqueles os quais ainda não foram solucionados pela atual administração e atingem diretamente a população.
Dois para substituir um não significa que quantidade possa resolver problemas crônicos de uma gestão ainda sem resultados. A troca de comando pode ser ato acertado, mas vai depender do comportamento de quem vem apontando as falhas.
Um forte e sincero abraço a todos e todes. Paz e bem!
Por ANTONIO SANTOS/Editor de Fato a Fato

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