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Quatro deputados citados em delação por Livânia negam envolvimento

Termo de Transcrição de 11 páginas, Livânia relata que seis deputados estaduais teriam sido beneficiados pela suposta organização criminosa

Ex-secretária Livánia Farias (Foto: Divulgação)
Quatro dos oito deputados citados em trecho da delação premiada feita por Livânia Farias ao Poder Judiciário, dentro da Operação Calvário, que veio à tona neste fim de semana, se posicionaram até a tarde deste domingo (5) e negaram ter cometido qualquer crime, irregularidade ou malfeito. Leia abaixo as notas divulgadas.

No Termo de Transcrição de 11 páginas, Livânia relata que seis deputados estaduais teriam sido beneficiados pela suposta organização criminosa investigada pela Calvário, por meio do repasse de R$ 1,6 milhão, que teriam sido entregues a Edmilson Soares para serem divididos entre ele, Branco Mendes, Lindolfo Pires, Tião Gomes e Genival Matias.

Outro contemplado seria o então deputado Arthur Cunha Lima Filho, suplente de deputado estadual e filho do conselheiro Arthur Cunha Lima, este último afastado durante a 7ª fase da Operação Calvário, a Juízo Final, que também afastou outro conselheiro, Nominando Diniz, e investiga um terceiro, André Carlo Torres.

Outros dois deputados federais também foram citados. São eles: Efraim Filho (DEM) e Hugo Motta (PRB).

Notas
• Genival Matias

Em primeiro lugar, quero deixar claro que confio e apoio as investigações da Operação Calvário em todas as suas fases, porém, me causou surpresa a citação sem provas do meu nome em depoimento, sobre uma suposta entrega de recursos.

Afirmo que não tenho qualquer participação nesses fatos e tenho a tranquilidade de não ter recebido absolutamente nada além do que foi declarado oficialmente no período eleitoral.

Estou à disposição da Justiça para esclarecer quaisquer fatos e desde já disponibilizo meu sigilo bancário e fiscal.

Sigo confiando na justiça e respeitando às instituições.

• Tião Gomes

Rechaço com veemência toda e qualquer citação inverídica que aponta recebimento de recursos ilegais por minha pessoa. Estou indignado, mas absolutamente tranquilo que a verdade será restabelecida. Em 40 anos de atuação na vida pública, tendo oito mandatos de deputado, nunca me envolvi em nenhum ato ilícito e meu patrimônio é condizente com minha realidade. Neste momento, coloco-me inteiramente à disposição da Justiça, mesmo sabendo que meu nome não está inserido entre os investigados.

Nunca tratei qualquer assunto sobre recursos com o deputado Edmilson Soares e tampouco autorizei que alguém tratasse ou recebesse valores em meu nome.

Coloco meu sigilo bancário, telefônico e fiscal à inteira disposição, reafirmando que nossas campanhas foram realizadas dentro da lei e feitas com dinheiro limpo tendo todas as contas aprovadas pela justiça eleitoral. Portanto, nada devemos e nada tememos. Confiamos na Justiça.

• Branco Mendes

Durante toda a minha vida sempre procurei me nortear pelos princípios da ética, moralidade, verdade e transparência. Tanto é verdade que nesses quase 30 anos de vida pública não tenho uma mancha, processo ou conta rejeitada. Posso andar de cabeça erguida em qualquer lugar, pois prezo por valores sagrados, pelos ensinamentos dos meus saudosos pais e, principalmente, pela admiração das minhas três filhas.

Não abaixarei a minha cabeça um minuto, pois não serão acusações irresponsáveis e mal interpretadas que macularão o maior patrimônio que conquistei na vida, que são a minha honra, seriedade e a vontade de fazer o BEM pelos paraibanos. Digo tudo isso sem hipocrisia e sem medo algum. Seguirei firme nos meus propósitos e crenças, tendo a certeza de que o tempo há de restabelecer toda a verdade.

• Efraim Filho

Tomei ciência pela imprensa da citação do meu nome, nas investigações em curso, como que no ano de 2014 tivesse recebido ajuda de campanha para apoiar a chapa do então governador. Absolutamente nego essa ilação feita contra mim, sem apresentar uma prova ou sequer uma data. As contas da minha eleição 2014 foram analisadas, julgadas e aprovadas pela justiça eleitoral.

Ao rechaçar totalmente essa inverídica acusação, e mesmo sem estar no rol de investigados pela operação, coloco meu sigilo bancário, telefônico e fiscal a disposição da justiça. Quem não deve não teme.

Do Portal Correio
Publicada por F@F em 06.01.20, às 13h26

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