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COLUNA A. SANTOS! Editor de F@F pontua decisão de Romero em apoiar Pedro

 O “fico” sozinho de Romero 

Caríssimo (internauta) leitor;

Antonio Santos, editor de F@F (Foto: Arquivo Pessoal)
O “fico” de Romero Rodrigues, na prática, não causou efeito político-partidário algum que venha somar para o grupo Cunha Lima. O adágio popular referenda que “não se perde o que não se tem”. O ex-prefeito campinense, mesmo estando em outro partido, já pertencia as hostes do tucanato da Serra da Borborema.

Se anunciasse que iria para o grupo do governador João Azevêdo, Romero causaria estrago enorme na oposição, inclusive deixando os Cunha Lima em maus lençóis. O “fico” só serviu para mostrar que Rodrigues não tem liderança própria. Está e vai continuar por muito tempo subserviente politicamente ao primo Cássio.

Em todas as falas viu-se que Romero tinha medo de romper com os Cunha Lima. E tal atitude se deve à falta de capilaridade político-eleitoral. Atual presidente estadual do PSD pouco soma ao ficar no grupo do PSDB, sobretudo por que há anos faz parte do tucanato de Campina Grande.

A partir de sua decisão, Romero agora tem de se contentar com as migalhas em termos de espaços no tucanato campinense. E, de uma vez por toda, dizimou o sonho de ser governador da Paraíba, o que seria politicamente possível caso optasse por apoiar João Azevêdo.

No grupo Cunha Lima, por exemplo, os nomes em evidências para a campanha de governador de agora e de futuro são o do próprio Cássio (que ainda não está morto eleitoralmente), o de Pedro e o do prefeito de Campina Grande, Bruno Cunha Lima. Romero é carta fora do baralho.

Se decidisse apoiar João Azevêdo, certamente Veneziano se afastaria de uma vez por toda do Palácio da Redenção. Dessa forma e com o apoio irrestrito de Eva Gouveia, Romero Rodrigues seria, sem sombra de dúvidas, a bola da vez para 2006, inclusive se fosse alçado à condição de candidato a vice-governador na chapa majoritária.

Romero perdeu a grande chance de fazer o que Cícero Lucena fez. Quando o atual prefeito de João Pessoa viu que Cássio puxou seu tapete e decidiu apoiar Ricardo Coutinho para governador, Lucena não pensou duas vezes: rompeu com Cunha Lima, esperou sua vez e agora é prefeito da Capital do Estado por mérito próprio.

No ex-prefeito campinense faltou, além de liberdade por decidir seu futuro político, a coragem que Cícero Lucena teve no passado. Se não fosse candidato a vice na chapa com João, no grupo do governador Romero garantiria o mesmo espaço para se candidatar a deputado federal que está tendo ao decidir por apoiar Pedro Cunha Lima.

Como se pode observar, foi uma decisão no mínimo equivocada da parte de Romero. O “fico” se deu de forma sozinha. Inúmeros aliados, inclusive Eva Gouveia, decidiram apoiar o governador, mostrando a direção que Rodrigues não quis seguir, sobretudo por não ter coragem e independência o bastante para sonhar em ser governador da Paraíba.

Agora Romero tem de se contentar com o que os Cunha Lima terão compaixão de lhe dá. Não mais a possibilidade de ser candidato a governador. A confiança deixou de existir, sobretudo do primo Cássio, que um dia lhes deu a Prefeitura de Campina Grande como presente.

Dizem que as vezes “o cavalo passa selado” e o cara não monta.

Um forte e sincero abraço a todos. Paz e bem.

Por ANTONIO SANTOS/Editor de Fato a Fato
Em 05.02.2022/Contatos: 99365-1823 (WhatsApp)

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