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Eleições de 2022 pode sacramentar rompimento dos Ribeiros com os Cunha Lima

O fato é que os Ribeiros se sentiram escanteados pelos Cunha Lima

Prefeito Bruno Cunha Lima, Romero Rodrigues (primo de Cássio Cunha Lima) e o vice-prefeito Lucas Ribeiro (Foto: Reprodução)
João Pessoa (PB) - Após várias eleições municipais juntos, os Ribeiros e os Cunha Lima, podem estar prestes a um rompimento político A convivência, aparentemente harmoniosa, e que rendeu a eleição e reeleição do ex-prefeito Romero Rodrigues e a eleição de Bruno Cunha Lima, mudou após o ex-prefeito campinense ser defenestrado da presidência estadual do PSD pelo presidente nacional da legenda, Gilberto Kassab.

Essa decisão, tomada às vésperas do fechamento da janela partidária, e portanto, no fim do prazo para a troca de partidos, pode gerar grandes desdobramentos para a senadora Daniella Ribeiro, aliada de Romero, integrante do Grupo Cunha Lima.

O fato é que os Ribeiros se sentiram escanteados pelos Cunha Lima, após contribuírem para a volta do grupo ao poder em Campina Grande. Isso porque, após ajudarem os Cunha Lima em várias eleições, eles não tiveram o apoio de Romero e de Bruno Cunha Lima, a pré-candidatura do deputado Aguinaldo Ribeiro (PP), ao Senado. Romero inclusive, declarou apoio a pré-candidatura de Bruno Roberto (PL), filho do deputado Wellington Roberto.

Nos bastidores da política, alguns colunistas apostam no rompimento entre Ribeiro e Cunha Lima, a partir da mudança do comando do PSD. Adversários históricos, os grupos se uniram no ano de 2004, quando o ex-vice-governador Rômulo Gouveia (PSDB) foi candidato a prefeito de Campina Grande ao lado Daniella como candidata a vice), sendo derrotado pelo então vereador Veneziano Vital do Rêgo, hoje senador pelo MDB.

Nas duas gestões de Romero Rodrigues à frente da Prefeitura Municipal de Campina Grande, o pai de Daniella e de Aguinaldo Ribeiro, o ex-prefeito Enivaldo Ribeiro (PP), foi o vice.

A união permanece até hoje, com Lucas Ribeiro, filho de Daniella, como vice-prefeito de Campina Grande. Há quem diga, no entanto, que existem arranhões entre o prefeito e o vice-prefeito. O Progressistas participa do governo com importantes cargos, bem como secretarias – a de Desenvolvimento Econômico e de Obras. Com Aguinaldo Ribeiro como candidato a senador do governador João Azevêdo, a convivência entre os dois clãs campinenses fica quase que impossível; em função das candidaturas a governador, com João e Pedro na disputa.

A não aceitação por parte de Romero Rodrigues para ser candidato a vice na chapa de João Azevêdo, como vinha sendo costurado pelo próprio Gilberto Kassab, pesou na decisão do partido em trocar o comando em nível estadual. Inevitavelmente, a decisão dividiu o PSD que pode sair enfraquecido desse processo, visto que algumas das lideranças do partido, já anunciaram a saída do partido, a exemplo do próprio Romero e do prefeito de Campina Grande Bruno Cunha Lima. Essa ala, capitaneada por Romero, já manifestou apoio a pré-candidatura de Pedro Cunha Lima (PSDB) ao governo do Estado e pode está de volta ao ninho tucano.

Teoricamente, a mudança de comando do PSD, e uma provável aliança com o PSB, poderia fortalecer o projeto de reeleição do governador João Azevedo, que teria a garantia de mais tempo no guia eleitoral. No entanto, a Senadora Daniella ainda não confirmou o seu apoio à reeleição de João. Ela ratificou a oposição a João e disse que o foco é a candidatura de Aguinaldo Ribeiro ao Senado, e apoio a pauta feminina.

Por Severino Lopes/PB Agora
Publicada por F@F em 30.03.2022

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