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Paraíba pede esclarecimentos ao Itamaraty sobre desaparecimento de paraibana na Ucrânia

Por meio de nota, o Itamaraty informou que tem conhecimento do caso e, por meio do escritório de apoio em Lviv, tem mantido contato regular com familiares de Silvana

O Governo da Paraíba enviou um ofício ao Itamaraty cobrando respostas em relação ao desaparecimento da paraibana Silvana Pilipenko (Foto: Reprodução)
João Pessoa (PB) - Uma espera angustiante e sofrida. Medo e preocupação tem marcado nos últimos dias os familiares da artesã paraibana Silvana Pilipenko. Ela está na área de conflito na Ucrânia, e há 15 dias, não dá notícia. Longe dos bombardeios, os familiares sofrem e enfrentam dificuldade para obter informações.

O Governo da Paraíba enviou um ofício ao Itamaraty cobrando respostas em relação ao desaparecimento da paraibana Silvana Pilipenko, que foi contatada pela última vez há 16 dias. A mulher estava na cidade de Mariupol, uma das mais atingidas pelas invasões russas, quando perdeu contato com a família no Brasil.

Em resposta, o Itamaraty informou que está reunindo informações para dar andamento às buscas. A família de Silvana informou que, apesar da repercussão do desaparecimento já está sendo feita há quase uma semana, o Itamaraty ainda não fez nenhum contato direto.

O último contato de Silvana Pilipenko com a família foi no dia 3 de março, quando disse que a cidade estava começando a ser atacada e sofria com quedas de energia. Um vídeo com notícias foi enviado à família no dia 2 de março.

Silvana mora em Mariupol, na Ucrânia. A cidade está sendo atacada pelo exército russo. O último contato dela foi no dia 3 de março, quando disse que a cidade estava começando a ser atacada e sofria com quedas de energia. Desde então, a família não consegue mais contato com a paraibana.

Nas redes sociais, Silvana chegou a compartilhar informações sobre o início da guerra, como a falta de produtos no supermercado e o barulho de explosões pelos ataques com bombardeios em Mariupol

Uma irmã de Silvana que mora em João Pessoa disse que antes da guerra chegava a falar com a paraibana cerca de duas vezes por dia, mas com as constantes faltas de energia e cortes de internet o contato cessou desde o começo do mês.

Por meio de nota, o Itamaraty informou que tem conhecimento do caso e, por meio do escritório de apoio em Lviv, tem mantido contato regular com familiares de Silvana. Também disse que organizações internacionais de apoio humanitário presentes na cidade já foram acionadas para tentar localizá-la, mas que não teria autorização para passar mais detalhes.

Silvana é casada há 27 anos com o ucraniano Vasyl Pilipenko, capitão da marinha mercante. Eles se conheceram em uma festa em Santos, em São Paulo, e, depois de dois meses, se casaram na Paraíba.

Segundo os parentes, em um vídeo Silvana explicou que a família não tinha como deixar a cidade. Ela estava abrigada no apartamento da sogra junto com o marido. Explicou que a cidade faz fronteira com a Rússia e não daria para sair por lá. A outra opção seria atravessar todo o território do país para sair por outra fronteira, mas essa opção não era viável.

Ela também relatou dificuldade em conseguir comida e de se locomover. Ainda faltam táxis e internet. A comunicação com a família estava sendo apenas por meio do celular usando dados móveis e ela chegou a avisar que poderia perder o contato com os parentes do Brasil a qualquer momento, por conta dessas dificuldades.

A família acompanha grupos internacionais em busca de informações sobre bombardeios na rua em que ela estava, mas não conseguiu obter informações até o momento.

A mãe de Silvana, Dona Antônia, tem esperanças de encontrar a filha: “Se ela tivesse morrido ela teria vindo me dar um aviso, ela tinha vindo me dar um abraço”, disse.

Dona Antônia, que mora na Paraíba, mãe da paraibana, tem esperanças de encontrar a filha.

“Se ela tivesse morrido ela teria vindo me dar um aviso, ela tinha vindo me dar um abraço” disse.

A trajetória dela na Ucrânia começou em 1995, quando se casou com o ucraniano Vasyl Pilipenko, capitão da marinha mercante. Eles se conheceram em uma festa no Porto de Santos, em São Paulo, e, depois de dois meses, se casaram na Paraíba.

Cerca de 16 paraibanos podem estar vivendo na Ucrânia e precisam ser repatriados à Paraíba, conforme o secretário de representação da Paraíba, Adauto Fernandes.

Do PB Agora
Publicada por F@F em 19.03.2022

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