OPINIÃO! A. Santos comenta o temor de Vené no apoio de Léa a Nabor
O apoio de Léa a Nabor
Caríssimo leitor;
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| Antonio Santos, editor de F@F (Foto: Arquivo Pessoal) |
Outro ponto comemorado por Nabor diz respeito aos dois maiores grupos políticos de Guarabira, leia-se Paulino e Toscano, estarem apoiando seu projeto de se eleger senador pelo Estado da Paraíba, numa eleição extremamente acirrada e disputada como vai ser a de 2026.
Antes do apoio de Léa e Camila, o grupo de oposição em Guarabira, liderado por Raniery e Roberto Paulino, já havia anunciado apoio ao pai de Hugo Motta. É claro que se trata de fato inédito na política guarabirense - os dois blocos políticos adversários apoiarem mesmo pré-candidato.
A situação é, literalmente, confortável para Nabor. No entanto, quando se olha para o senador Veneziano Vital, que é apoiado por Camila e Léa Toscano, a projeção é de um final traumático e complicado, a ponto de resultar em o presidente estadual do MDB ser o terceiro colocado em Guarabira.
A lógica matemática não funciona em disputa político-partidária para prognósticos, mas quando nos norteamos pelos números das últimas pesquisas eleitorais, pode se ter uma ideia clara de que o ex-governador João Azevêdo será, também em Guarabira, o mais votado para o Senado.
Se Léa e Camila, por exemplo, tivessem optado por votar só em Veneziano, não decidindo também por apoiar Nabor, haveria uma grande perspectiva de João Azevêdo ficar em primeiro lugar e Vené na segunda colocação, a exemplo do que estão mostrando as pesquisas eleitorais.
Como isso não ocorreu, o apoio de Léa Toscano e o de sua filha para Nabor foi sim prejudicial ao senador Veneziano Vital do Rêgo que, vendo os dois maiores grupos políticos de Guarabira apoiarem o pai de Hugo Motta, pode amargar uma terceira colocação na cidade, tudo por conta de uma estratégia desaconselhada e equivocada da parte de dois importantes aliados, a prefeita de Guarabira e a deputada Camila, que por sinal é do MDB.
Até a decisão da deputada Camila, onde seu partido possui dois pré-candidatos ao Senado, leia-se Veneziano e André Gadelha, não está sendo bem recepcionada pela população, inclusive com gestos de desconfortos entre partidários e aliados históricos.
Pois bem, se Veneziano perder a eleição para João e Nabor em Guarabira, vão colocar a derrota na conta da decisão de Léa e Camila. Até um aliado do grupo governista, em conversa com o editor de Fato a Fato, chegou a dizer o seguinte: “se Dr. Zenóbio estivesse entre nós, isso não teria acontecido”.
Se a decisão de Léa e Camila Toscano foi errada, sobretudo do ponto de vista da chamada estratégia eleitoral, não se tem certeza disso, mas o fato a desenhar-se, principalmente quando forem abertas as urnas, é o de que Veneziano tende a sair do pleito em Guarabira bastante prejudicado.
Dizem que Vené deu conselho para mãe e filha não apoiarem Nabor Wanderley, mas quem não lembra da visita da prefeita de Guarabira ao gabinete do deputado federal Hugo Motta? Pois bem, acordo é feito para ser cumprido, inclusive também em disputas eleitorais.
Um forte e sincero abraço para todos e todes. Paz e bem!
Por Antonio Santos/editor de Fato a Fato

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