Caio da Federal aciona TRE e pede cassação do mandato de Veneziano

Em manifestação reproduzida no processo, Veneziano sustentou que parlamentares não participam de licitações nem escolhem empresas ou subcontratadas

Veneziano contesta ação de Caio (Foto: Reprodução)
João Pessoa (PB) - Uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) apresentada ao Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB) pede a cassação do registro ou diploma do senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB), candidato à reeleição, e inelegibilidade por oito anos para ele e o superintendente regional do DNIT na Paraíba, Arnaldo Monteiro Costa. Protocolada pelo candidato a deputado federal Caio Márcio Angelo de Sousa, o Policial Caio ou Caio da Federal (Republicanos), a ação acusa os dois de suposto abuso do poder político e de autoridade relacionado a obras federais, principalmente a duplicação da BR-230.

A AIJE sustenta que obras executadas pelo DNIT teriam sido associadas politicamente a Veneziano. Arnaldo assumiu a superintendência em abril de 2023, deixou o posto para disputar a Prefeitura de Esperança em 2024, foi substituído pelo irmão, Antônio Monteiro Costa Filho, e retornou em janeiro de 2025. Em entrevista de junho de 2024 reproduzida na ação, classificou a superintendência como “um cargo político e sob o comando do senador Veneziano”.

Entre os valores citados estão R$ 50 milhões aprovados na Comissão de Infraestrutura e R$ 83 milhões atribuídos à atuação do relator-geral do Orçamento de 2023. A ação também registra R$ 210 milhões indicados por Veneziano no Orçamento de 2023. O contrato da duplicação da BR-230 em Campina Grande, firmado em 2017 por R$ 307,69 milhões, chegou a R$ 567,12 milhões após reajustes e um aditivo de R$ 19,76 milhões. Auditoria de 2025 apontava execução física de 34,82%.

O processo também cita Rodrigo Henriques Ribeiro Neves, ex-assessor de Vital do Rêgo e de Veneziano que posteriormente integrou a Construtora Comtech, subcontratada na obra. A empresa que deu origem à Comtech atuava na criação de camarões e, em maio de 2024, mudou o objeto social e elevou o capital para R$ 500 mil, com R$ 50 mil integralizados. A LCM, líder do consórcio, afirmou que a contratação foi “precedida de análise de sua regularidade documental e capacidade operacional”.

A ação pede quebra dos sigilos bancário e fiscal de empresas, sócios e de Veneziano, no caso do senador restrita a movimentações relacionadas à obra e à campanha, além de relatório do Coaf com atenção para operações a partir de R$ 50 mil. Também requer a cassação dos suplentes Matheus Assis de Lucena e Paulo Roberto Vanderlei Rebello Filho, sem pedido de inelegibilidade contra os dois. Em manifestação reproduzida no processo, Veneziano sustentou que parlamentares não participam de licitações nem escolhem empresas ou subcontratadas.

Fonte: Política JP
Em 16.09.2026

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