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Líder sindical Margarida Alves pode ser elevada a condição de heroína da pátria

A líder sindical Margarida Alves nasceu em agosto de 1933 e morreu em agosto de 1983, logo após completar 50 anos

Margarida Maria Alves (Foto: Da Net)
Assassinada por latifundiários há 36 anos, a líder sindical de Alagoa Grande, Margarida Alves, pode ser elevada a condição de heroína nacional. A Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE) aprovou nesta terça-feira (9) o Projeto de Lei da Câmara (PLC) 63/2018, que inscreve o nome de Margarida Alves no Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria. A proposta segue para análise em Plenário. Para ser aprovada em Plenário, a proposta contará com o apoio dos senadores paraibanos Veneziano Vital do Rêgo (PSB), José Maranhão (PMDB), e Daniella Ribeiro (PP).
A paraibana se tornou uma referência na luta pela conquista da terra, pela Justiça Social e pela igualdade.

A homenagem foi iniciativa da deputada Maria do Rosário (PT-RS) e teve como relator o senador Paulo Paim (PT-RS). O livro está depositado no Panteão da Liberdade e da Democracia, em Brasília, e traz os nomes de Tiradentes, Zumbi dos Palmares e Santos Dumont, entre outros personagens históricos.

A líder sindical Margarida Alves nasceu em agosto de 1933 e morreu em agosto de 1983, logo após completar 50 anos. Ela foi assassinada por latifundiários na porta de casa, em Alagoa Grande (PB). Margarida lutava por direitos básicos dos trabalhadores rurais, como carteira de trabalho assinada, jornada de oito horas, férias e 13º salário. Em 2000, em homenagem a ela foi criada a “Marcha das Margaridas”, mobilização de trabalhadoras rurais.

Segundo apontou as investigações da polícia, a mando de fazendeiros da região, pistoleiros armados de calibre 12 atiraram no rosto da presidenta do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Alagoa Grande, na Paraíba, na frente de seu filho e de seu marido, na porta de casa.

O crime foi motivado pelas denúncias que a sindicalista fazia contra abusos e desrespeito aos direitos dos trabalhadores nas usinas da região. Durante os 12 anos em que presidiu o sindicato, Margarida moveu mais de 73 ações contra as usinas de cana de açúcar da região. Depois de sua morte, ela se transformou num símbolo da luta das mulheres camponesas por terra, justiça e igualdade.

Do PB Agora
Publicada por F@F em 12.07.19, às 11h16

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