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Petra Costa não leva o Oscar com 'Democracia em vertigem'

O prêmio foi para o documentário norte-americano 'Indústria americana'

Cineasta Petra Costa (Foto: Reprodução/Instagram)
A expectativa para o primeiro Oscar brasileiro não se concretizou em 2020. A cineasta Ana Petra Costa não levou o prêmio de melhor documentário, que foi para o documentário Indústria Americana. Petra levou a produção Democracia em vertigem para a corrida pela estatueta. O trabalho foi distribuído pelo serviço de streaming Netflix, ainda em junho do ano passado.

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O documentário é um retrato político do cenário brasileiro que levou aos protestos pró-impeachment em 2016. Entre bastidores, análises e muitos detalhes, a produção ganhou força na corrida do Oscar com o forte trabalho de divulgação que Petra realizou no fim de 2019 e começo de 2020. 

Entretanto, o reflexo de grandes veículos internacionais e até mesmo astros de Hollywood não foi o suficiente para catapultar o primeiro Oscar brasileiro. Indústria Americana foi o preferido pela academia contando a história dos trabalhadores industriais norte-americanos em frente a chegada do comércio chinês.

Petra e o trabalho documental 

Democracia em vertigem começou a ser filmado ainda em 2016 com a onda bolsonarista que impulsionou manifestações pelo impeachment da então presidente Dilma Rousseff. A chegada pela corrida do Oscar se deu em longínquos quase quatro anos depois. Com grande visibilidade em veículos mundiais como o New York Times e apoio de estrelas como Leonardo Dicaprio e Brad Pitt (com os quais fez contatos durante um evento pré-Oscar).

Ao Correio, ainda em junho de 2019, Petra explicou mais sobre as motivação em relação a criação do documentário: “Eu quis entender essa relação do indivíduo com o sistema de governo. Muitas pessoas estão sofrendo um luto com a democracia. Eu sofri um trauma. A sociedade está traumatizada. Quando a gente sofre isso, a gente perde a noção de quem a gente é. Por isso, quis recontar os acontecimentos para começar a lidar com o trauma”.

Petra nasceu em Belo Horizonte ainda em 1983. Filha de pais militantes da esquerda brasileira, o próprio Democracia em vertigem perpassa a história política da cineasta. No currículo, a mineira tem títulos já conhecidos do público brasileiro como Elena(2012) e Olmo e a gaivota (2014).

Do Correio Braziliense
Publicada por F@F em 10.02.2020, às 08h45

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