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Após prisão de advogado, OAB-PB aprova desagravo público contra policiais e fará ato em GBA

A OAB-PB acusa os policiais militares de agir com truculência ao executar a prisão do advogado no último domingo (1º), em evento eleitoral no município de Guarabira, no Brejo da Paraíba

Segundo a OAB-PB, os policiais, "com comportamento manifestamente truculento, injustificável e desproporcional, derrubaram o advogado e o algemaram, sob a alegação de desacato, quando o advogado exercia a sua atividade profissional." (Foto: Reprodução/Redes Sociais)
O Conselho Pleno da Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional Paraíba (OAB-PB), aprovou por unanimidade, na noite dessa terça-feira (3), desagravo público em favor do advogado Fábio Meireles e contra integrantes da Polícia Militar da Paraíba em Guarabira. A OAB-PB acusa os policiais militares de agir com truculência ao executar a prisão do advogado no último domingo (1º), em evento eleitoral no município.

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O desagravo será realizado na próxima segunda-feira (9), em Guarabira, a partir das 16h. O local do ato em defesa das prerrogativas dos advogados ainda está sendo definido.

Segundo a OAB-PB, os policiais, "com comportamento manifestamente truculento, injustificável e desproporcional, derrubaram o advogado e o algemaram, sob a alegação de desacato, quando o advogado exercia a sua atividade profissional."

O relator do desagravo foi o conselheiro Allyson Fortuna. No seu voto, Fortuna afirma que "este é mais um ataque, não só advogado vilipendiado, Dr Fábio Meireles, mas sim uma agressão à dignidade e ao exercício profissional de toda classe advocatícia, que se vê assustada com atitudes repugnantes vinda de agentes da polícia militar que, não raras vezes, refletem em seu labor as emoções particulares vividas para, então, desferir, gratuitamente, violações às prerrogativas."

O relator defende também que o caso seja denunciado ao Ministério Público da Paraíba (MPPB) por entender que está provado o crime de abuso de autoridade e, consequentemente, o pedido de afastamento cautelar dos representados, conforme o art. 7ºB da Lei 8.906/94 c/c art. 12, Lei 4.898/65 c/c art. 319, VI, do Código de Processo Penal e a Súmula vinculante 11 do STF.

O presidente da OAB-PB, Paulo Maia, declarou que, além do desagravo, a OAB da Paraíba e a subseção de Guarabira não pouparão esforços para ver os fatos devidamente apurados e os culpados exemplarmente punidos. O presidente afirma que o desagravo não será contra a Polícia Militar, mas sim "contra alguns dos seus membros que não respeitaram a história da briosa Instituição."

"As imagens das gravações não mostram comportamento abusivo ou desrespeitoso do advogado, que também não ofereceu resistência à condução e mesmo assim foi alvo de violência inaceitável. A OAB-PB jamais vai aceitar violações das prerrogativas, uma prova disto é atuação imediata da Ordem, que está realizando em 48h a sessão do pleno para aprovar o desagravo e definir outras ações", disse Paulo Maia.

O advogado Fábio Meireles agradeceu a OAB-PB pelo apoio. "Tenho 24 anos de profissão e nunca passei por tamanha humilhação, só quem passou por aquela situação sabe. Quero agradecer a OAB pelos seus braços estendidos e peito amigo, por me acolher, na hora que mais precisei da Instituição. Meu irrestrito agradecimento. Só eu e Deus sabemos o quanto estava massacrado por dentro. Mas, isso renova meu compromisso com a advocacia, com as causas sociais."

Fábio Meireles pontuou que não só ele, mas toda a advocacia da Paraíba, do Brasil, foi desrespeitada. "Há a necessidade de um basta. É necessário que o respeito se estabeleça. Somos responsáveis pela ordem social, mas se não existe respeito pelas nossas prerrogativas, como podemos lutar pela defesa dos preceitos constitucionais."

Na segunda-feira (2), o Comando Geral da Polícia Militar da Paraíba emitiu nota em que afirma que afastou o policial que coordenou a abordagem em Guarabira e que está apurando o caso.

Segundo o Comando Geral da PMPB, "o oficial que comandou a ação foi afastado das atividades operacionais até que seja concluída a apuração do caso, sempre dentro do processo de preservação de direitos, como a Polícia Militar e OAB-PB defendem."

Do ClickPB
Publicada por F@F em 4.11.2020

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