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Bayeux, Santa Rita, Cabedelo e Conde tem sete candidatos que não tiveram nenhum voto

Para o TSE, essas candidaturas sem voto nenhum podem sugerir desvios de dinheiro público

Candidatas zeraram nas urnas (Foto: Reprodução)
Passam os anos, entra eleição, sai eleição e continua o mesmo problema: as candidaturas laranjas. Em 2020 mais uma vez foram registrados candidatos que não receberam nenhum voto, sequer votaram neles mesmos. O que aponta indício de irregularidade, segundo a Organização Transparência Partidária, que fiscaliza os recursos eleitorais.

A palavra laranja define alguém que assume uma função no papel, mas não na pratica. Isso quer dizer que o laranja cede seu nome, com ou sem consentimento, para outra pessoa utilizar. Por isso, o candidato “laranja” é o candidato de fachada, aquele que entra na eleição sem a intenção de concorrer de fato, com objetivos que podem ser irregulares, como desviar dinheiro do fundo eleitoral ou cumprir a cota de mulheres candidatas no partido.

Nesses casos, os candidatos e candidatas laranjas emprestam o nome para concorrer, mas na verdade fazem parte de um esquema com outras pessoas.

De acordo com apuração do Polêmica Paraíba, as quatro principais cidades da região metropolitana de João Pessoa: Bayeux, Santa Rita, Cabedelo e Conde, registraram juntas sete candidaturas cujos candidatos não tiveram nem o próprio voto, sendo um forte indício de candidaturas laranjas.

Ainda de acordo com a apuração, os dois maiores colégios eleitorais do estado, João Pessoa e Campina Grande, não tiveram nenhum candidato com votação zerada.

VEJA A LISTA DE CANDIDATURAS SOB SUSPEITA

BAYEUX: Jéssica (PRTB), Carla de Gilson (Patriota), Angelica Andrade (PSDB) e Tel (Solidariedade).

SANTA RITA: Thais Henriques (MDB)

CABEDELO: Marines de Lucena (MDB)

CONDE: Eylana Diniz (DEM)

Para o TSE, essas candidaturas sem voto nenhum podem sugerir desvios de dinheiro público que é usado para o financiamento de campanhas. O tribunal afirmou ainda que olha todos os gastos em busca de possíveis irregularidades que podem ser encaminhados ao Ministério Público Eleitoral para investigação.

No caso das 7 candidaturas apresentadas, apenas Eylana Diniz (DEM), do Conde, recebeu recursos do fundo eleitoral. Foram R$424,00 recebidos do partido para sua campanha e nenhum voto recebido.

Carla de Gilson (Patriota) e Angelica Andrade (PSDB), ambas de Bayeux, não receberam recursos.

Jéssica (PRTB) e Tel (Solidariedade), de Bayeux. Thais Henriques (MDB), de Santa Rita e Marines de Lucena (MDB), de Cabedelo, não prestaram contas a Justiça Eleitoral.

Entre as 7 candidaturas sob suspeita, 6 são de mulheres, o que também pode indicar fraude. Pela lei, os partidos são obrigados a ter no mínimo 30% de mulheres candidatas. Mas, para cientistas políticos, essas candidaturas podem existir só no papel. Em 2018, houve um aumento no número de candidatas laranjas. A decisão do TSE visa reduzir a desigualdade de gênero na política.

“Já constatamos em eleições anteriores que muitas das candidaturas de mulheres foram apresentadas para cumprir apenas os requisitos legais”, afirma Marcelo Issa, do Transparência Partidária, em entrevista a TV Globo.

“É preciso criar mecanismo de auditorias mais eficientes e, também, penalizar de maneira mais severa as agremiações que realizarem esse tipo de expediente”, concluiu Issa.

Do Polêmica Paraíba
Publicada por F@F em 01.12.2020

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