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Caso Expedito: polícia aponta Leon como executor e Ricardo o mentor intelectual

Expedito Pereira, 72 anos, foi morto a tiros na manhã da ultima quarta-feira (9), enquanto caminhava na Avenida Sapé, no bairro de Manaíra, zona norte de João Pessoa

Crime ocorreu em 9 de dezembro (Foto: Reprodução)
O mistério sobre o assassinato do ex-prefeito de  Bayeux, Expedito Pereira, foi elucidado nesta quinta-feira (17), durante coletiva de imprensa. A polícia apontou Leon Nascimento, já preso, como o responsável por efetuar os disparos que tiraram a vida do ex-gestor, e Ricardo Pereira, que é sobrinho de Expedito, como o mentor intelectual do crime.

Segundo o delegado da Polícia Civil, Vitor Melo, titular da Delegacia de de Crimes Contra a Pessoa (DCCPES), Leon Nascimento estava na moto e efetuou os disparos.  A participação de Gean Carlos  teria se dado porque ele teria sido o responsável por repassar a arma para Leon executar a missão. Já Ricardo Pereira, que é sobrinho de Expedito, teria tramado tudo.

Ainda de acordo com o delegado, no dia do crime, Leon e Gean foram incumbidos da missão por Ricardo.

“Temos provas claras, técnicas, após trabalhos intensos de investigação. Provas técnicas apontam que houve preparação para o crime. Quem solicitou que ele fosse até a calçada, foi o sobrinho, que ligou e pediu pra ele ir até a calçada para pegar um currículo”, concluiu o delegado da Polícia Civil, Vitor Melo.

A motivação do crime foi financeira, por mera ganância e cobiça segundo a delegada Emília Ferraz, que coordena as investigações. Ela apontou que Ricardo, que tinha controle das finanças de Expedito, queria ficar com o controle também do patrimônio do tio.

Em posse de dívidas, Expedido chegou a vender parte de seu patrimônio, uma granja, na cidade de Conde, pelo valor de R$ 300 mil, e uma casa, em Bayeux. Esse dinheiro era administrado por Ricardo Pereira, que queria ficar em posse desses valores.

Segundo ela, depois de ter recebido uma parte do dinheiro, cerca de R$ 100 mil, Ricardo teria então começado a tramar a morte do tio. Ele ligou para Expedito, no dia anterior ao crime, para marcar um encontro entre ele com um suposto “vereador eleito” de João Pessoa. A reunião seria para apresentar um “currículo da filha” do ex-prefeito, que estava precisando trabalhar diante das condições financeiras da família.

No dia seguinte, na manhã do crime, o sobrinho voltou a ligar para Expedito, que pediu para ir ao encontro dele e do suposto vereador em um bar em Manaíra. Ao sair de casa, Leon Nascimento já aguardava Expedito para executar a vítima na trama criminosa dos três.

O crime

Expedito Pereira, 72 anos, foi morto a tiros na manhã da ultima quarta-feira (9), enquanto caminhava na Avenida Sapé, no bairro de Manaíra, zona norte de João Pessoa.

O crime foi gravado por câmeras de segurança.

Do PB Agora
Publicada por F@F em 17.12.2020

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