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Nilda cobra providências do Ministério da Saúde em defesa da vida dos povos Yanomamis

Senadora paraibana saiu em defesa dos povos Yanomamis que residem em reserva indígena no Brasil

Senadora Nilda Gondim (Foto: Assessoria)
Campina Grande (PB) - Em pronunciamento na sessão de quarta-feira (17) do Senado Federal, a senadora Nilda Gondim (MDB-PB) fez um apelo ao Ministério da Saúde para sejam tomadas todas as providências necessárias ao restabelecimento do equilíbrio sanitário das comunidades yanomamis que integram a maior reserva indígena do Brasil – localizada entre os Estados de Roraima e Amazonas, na região Norte do País, na fronteira com a Venezuela.

Alvo de garimpo ilegal de ouro desde a década de 1980, a área é marcada por conflitos armados, desmatamentos e degradação de florestas, contaminação de rios, desnutrição (especialmente de crianças) em face da escassez de alimentos, e proliferação de doenças que já deveriam ter sido banidas do território brasileiro, com destaque para a malária, que continua matando indígenas em pleno Século XXI, mesmo se tratando de uma patologia de tratamento conhecido e eficaz.

Apesar do aparente isolamento dos povos yanomamis em relação ao conjunto da população brasileira, a Covid-19 também chegou à região, levada por garimpeiros contaminados pelo coronavírus, e continua infectando e matando indígenas, sem que providências urgentes e eficientes sejam tomadas pelo governo federal.

Sofrimento e abandono – Indignada com a situação, Nilda Gondim afirmou que o sofrimento e o abandono do povo yanomami põem em dúvida a crença de que a sociedade brasileira seja realmente uma sociedade civilizada. “Do alto do nosso egocentrismo, até quando manteremos vivo o autoengano que nos faz crer que compomos uma civilização avançada, enquanto toleramos que crianças indígenas yanomamis sofram a dor da fome, da desnutrição crônica e do abandono sanitário?”, questionou a senadora paraibana.

Citando reportagem exibida em programas jornalísticos da TV Globo, que destacaram a situação de penúria vivida pela comunidade yanomami, Nilda Gondim lamentou que o governo federal, que deveria prestar a devida assistência aos povos indígenas, em todos os níveis (sanitário, educacional, alimentício, de moradia etc.), se mantenha inteiramente indiferente ao sofrimento dos yanomamis, assim como de todas as demais camadas mais vulneráveis da população brasileira.

Referindo-se especificamente ao abandono e à exposição a doenças que penalizam as comunidades yanomamis, a senadora emedebista citou como exemplo de irresponsabilidade e desumanidade inaceitáveis a ausência de medidas simples como o abastecimento, por parte do governo federal, dos postos de saúde que deveriam socorrer os enfermos que necessitam de assistência médica. “E o pior de tudo é que os postos de saúde, além de desabastecidos, possuem estrutura física extremamente precária”, acrescentou.

Nilda Gondim também destacou informação de reportagem da TV Globo segundo a qual “estudo da Fiocruz constatou que oito a cada dez crianças yanomamis estão acometidas de desnutrição crônica”. Ela disse ser lamentável que, “em pleno século XXI, o governo brasileiro continue permitindo que 80% das crianças de uma comunidade estejam em grave estado de desnutrição, e ainda que essas crianças sofram com altos níveis de infestação por parasitas e, o que é ainda mais grave, com a contaminação pelo mercúrio utilizado pelos garimpeiros ilegais que atuam na reserva”.

Complementando o seu pronunciamento, a senadora enfatizou: “Não venho a este Parlamento, hoje, fazer uma simples crítica política ou de cunho gerencial ao governo. Venho apelar para que o Ministério da Saúde tome todas as providências necessárias ao restabelecimento do equilíbrio sanitário das comunidades yanomamis. Tais providências são fundamentais, não apenas para salvaguardar a saúde e a dignidade dos indígenas, mas também para manter viva a nossa esperança de estarmos caminhando para a formação de uma sociedade, de fato, civilizada”.

Da Assessoria de Imprensa
Publicada por F@F em 19.11.2021

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