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Bolsonaro aponta que general Villas Bôas atuou no impeachment da ex-presidente Dilma

Também em 2016, uma perícia feita por técnicos do Senado apontou que Dilma não praticou as chamadas “pedaladas fiscais”

O general Eduardo Villas Bôas em cerimônia com o presidente Jair Bolsonaro Valter Campanato/Agência Brasil

João Pessoa (PB) - O presidente Jair Bolsonaro (PL) confessou nessa terça-feira (19) que o general da reserva Eduardo Villas Bôas, ex-comandante do Exército, participou do impeachment contra a ex-presidente Dilma Rousseff (PT) em 2016. Foi a primeira vez Bolsonaro admitiu claramente a participação militar no processo. A declaração foi dada em solenidade alusiva ao Dia do Exército, que marca os 374 anos da instituição, em Brasília (DF). O relato dele foi publicado pelo site Metrópoles.

“Quando se fala de Exército brasileiro, vem à nossa mente que em todos os momentos difíceis que a nossa nação atravessou, as Forças Armadas, o nosso Exército sempre esteve presente. Assim foi em 22, em 35, em 64 e em 86 com a transição onde participação ativa do então ministro do Exército, Leônidas Pires Gonçalves, a transição foi feita com os militares, e não contra os militares”, afirmou Bolsonaro. “E também agora em 2016, em mais outro difícil momento da nossa nação, a participação do então comandante do Exército, Villas Bôas, marcou a nossa história”, acrescentou.

Naquele ano, Dilma foi acusada de ter cometido as chamadas pedaladas fiscais. Ela foi inocentada pelo Ministério Público (MP) em 2016. O procurador da República Ivan Cláudio Marx levantou suspeitas sobre “eventuais objetivos eleitorais” com as “pedaladas” e afirmou que o caso “talvez represente o passo final na infeliz transformação do denominado ‘jeitinho brasileiro’ em ‘criatividade maquiavélica'”.

Também em 2016, uma perícia feita por técnicos do Senado apontou que Dilma não praticou as chamadas “pedaladas fiscais”.

Do 247 com Wscom
Publicada por F@F em 20.04.2022

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