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TCU arquiva denúncia contra Hugo Motta por supostos funcionários fantasmas

Além do TCU, o caso é investigado pelo Ministério Público Federal (MPF) no Distrito Federal

Deputado federal Hugo Motta (Foto: Reprodução)
João Pessoa (PB) - A Primeira Câmara do Tribunal de Contas da União (TCU) decidiu arquivar uma denúncia contra o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), que tratava da suposta contratação de funcionários fantasmas em seu gabinete. A decisão contrariou o parecer da área técnica, que recomendava aprofundar a apuração e cobrar explicações formais do parlamentar.

O relator do caso, ministro Jhonatan de Jesus, ex-deputado federal pelo Republicanos e aliado político de Motta,  considerou que a denúncia estava baseada apenas em reportagens jornalísticas e não apresentava “elementos probatórios mínimos” para justificar a continuidade da investigação. A Primeira Câmara, então, decidiu por unanimidade “não conhecer” a representação e arquivar o processo.

A denúncia, apresentada pelo Ministério Público junto ao TCU, apontava que três servidoras nomeadas por Motta não desempenhavam as funções para as quais eram pagas. Parentes das supostas funcionárias também teriam sido contratados ao longo dos anos. A chefe do escritório político do deputado, Ivanadja Velloso, investigada em outro esquema de rachadinha, também foi citada na representação.

A área técnica do TCU, entretanto, avaliou que havia indícios suficientes para pedir esclarecimentos ao gabinete do deputado, especialmente sobre o regime de trabalho das servidoras. A Auditoria Especializada em Gestão do Estado e Inovação havia sugerido que Motta fosse notificado a se manifestar em até 15 dias antes da análise final de admissibilidade, o que não ocorreu.

As contratações suspeitas foram reveladas pela Folha de S.Paulo. Entre as funcionárias estão uma fisioterapeuta que atendia em clínicas privadas, uma estudante de medicina em curso integral e uma assistente social que atuava simultaneamente na Prefeitura de João Pessoa. As exonerações ocorreram apenas após a repercussão pública.

Além do TCU, o caso é investigado pelo Ministério Público Federal (MPF) no Distrito Federal, que apura em sigilo se houve dano ao erário ou enriquecimento ilícito. A investigação ainda está em fase inicial.

Crédito: Fonte83
Em 14.11.2025
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