Secretaria da PMJP promove inclusão e aumento de renda familiar
Domingo, 18 de janeiro de 2026
Socorro Gadelha disse que o trabalho social tem um resultado positivo na vida das pessoas
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| Programa é realizado pela Secretaria de Habitação (Foto: Assessoria) |
O programa é realizado pela equipe técnica e social da Semhab e acomoda as famílias nos residenciais, organiza os condomínios, promove ações recreativas e inclusivas, atividades físicas e assistência à saúde, eventos culturais em datas comemorativas, fazem campanhas com outras secretarias e órgãos da Prefeitura, cursos de capacitação e qualificação, encaminham para o mercado de trabalho em parceria com o Sine-JP, além de promover diversos outros tipos de atividades.
Socorro Gadelha disse que o trabalho social tem um resultado positivo na vida das pessoas, lembrando que a Semhab trabalha com moradias de interesse social atendendo famílias que viviam em condições precárias, pagavam aluguel ou moravam na casa de parentes. “O nosso programa social é formado por um conjunto de atividades e ações cujo principal objetivo é oferecer mais qualidade de vida e novas oportunidades para as pessoas. É muito mais que uma moradia, é um trabalho que nós fazemos em todos os residenciais construídos pelo programa habitacional do Município também junto a famílias beneficiadas por outros programas, como o Cuidar do Lar, Compra Assistida e regularização fundiária”, destacou.
A secretária informou ainda que o público assistido é formado por crianças e jovens, donas de casa (mulheres jovens de meia idade e idosas) e também atende os homens com cursos de capacitação e qualificação profissional, com o objetivo de melhorar a remuneração no mercado de trabalho. “Nós temos uma equipe técnica e social altamente especializada e capacitada, formada por educadores físicos, psicólogos, assistentes sociais, pedagogos e um grupo de apoio logístico muito capacitado, que nos permite agir em cenários diferentes de acordo com o momento e a finalidade da atividade promovida”, comentou.
O secretário executivo de Habitação, Beto Pirulito, explicou que a equipe técnica e social da Semhab vive dentro dos residenciais e tem uma ligação boa com as famílias, o que permitiu fazer um perfil detalhado da comunidade, suas carências e necessidades. Ele contou que a equipe tem atuado em todo o complexo habitacional do Vista Alegre, com 11 residenciais e uma população estimada em 10 mil habitantes; no Residencial Hélio Miguel (Quilombola), em Paratibe; no Residencial Vista do Verde, no Jardim Veneza; além do Residencial Saturnino de Brito, no Distrito Mecânico; e atualmente trabalha na Comunidade Porto do Capim, no Bairro do Varadouro, onde a Prefeitura está realizando a revitalização em parceria com o Ministério das Cidades do Governo Federal, através do Programa ‘Periferia Viva’.
“O nosso programa de assistência social é integrado com outras secretarias, levando ações de saúde, esporte e lazer, trabalhando com jovens, mulheres e idosos, pois o objetivo é oferecer uma qualidade de vida e perspectiva de futuro, pois somente assim vamos cumprir a meta do prefeito Cícero Lucena e do vice-prefeito Leo Bezerra”, afirmou. Ele disse que é feito um calendário anual aproveitando campanhas, como o Outubro Rosa, de combate ao câncer de mama; Novembro Azul, de combate ao câncer de próstata; Setembro Amarelo, de conscientização contra o suicídio; além de datas específicas como o Dia das Mães, dos Pais e das Crianças.
Projetos e programas sociais – O programa social também tem uma atuação com grupos específicos, como o Projeto Arte e Cultura Florescer, que usa o teatro como instrumento de inclusão; Mulheres Poderosas (já concluído); e o projeto Aprendendo, que trabalha com mulheres; Projeto Davi, de musicalização com crianças do Vista Alegre em parceria com o Exército; Programa Eu Existo, de assistência às mães de jovens e crianças com TEA e outras deficiências.
A assistente social Cláudia Gouveia, que coordena um grupo de mulheres e o Projeto Davi, disse que o trabalho deles na comunidade é muito satisfatório, pois é possível ver o interesse e a evolução das pessoas como seres humanos, compartilhando momentos, dividindo tarefas, se solidarizando com os necessitados, fortalecendo as ligações afetivas dentro da comunidade.
Como exemplo, ela citou a dona de casa Crislaine França, mãe de Cleiton Gabriel França, que participa do Projeto Davi. Ela garante que o filho tem se dedicado aos estudos, por causa da participação no projeto e tem mostrado um bom desempenho escolar. “O que nós estamos fazendo é ajudando essas pessoas a terem uma nova mentalidade, criando memória afetiva e mostrando que sempre existe um motivo para se lutar por uma vida melhor, com mais qualidade de vida e mais amor”, comentou a assistente social.
Cursos de qualificação – O trabalho social dentro dos residenciais apontou duas situações vividas por uma parte dos moradores: o desemprego e a falta de capacitação e qualificação profissional, o que levou a Prefeitura de João Pessoa a buscar parceria com instituições públicas e privadas para mudar essa realidade. A assistente social Aline Soares Vasconcelos informou que já foram promovidos diversos cursos e muita gente conseguiu entrar no mercado de trabalho em áreas como a construção civil, panificação, vestuário, estética, artesanato e cuidador de idosos.
Ela explicou que primeiro é feita uma consulta ao Sistema Nacional de Emprego de João Pessoa (Sine-JP) para saber as áreas procuradas e o número de vagas oferecidas pelo mercado de trabalho, para, em seguida, procurar uma instituição para a realização do curso. “O que observamos é que tem pessoas que fazem o curso para se aperfeiçoar como acontece na área da construção civil, mas tem pessoas que passam a trabalhar por conta própria, como na confecção de doces e salgados. Outra área bem procurada é a de confecções, onde tem gente que ingressou no mercado de trabalho e tem pessoas que vão trabalhar com corte e costura e assim melhoraram a renda familiar”, ressaltou.
Fonte: Secom/PMJP

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