Na PB, pré-candidata pelo PT acusa colega de partido de transfobia
“Um dos momentos mais indignantes da minha trajetória”, disse
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| Gabriella Benvenutty (Foto: Reprodução Redes Sociais/@gabi_bvnt) |
Em publicação nas redes sociais neste domingo (17), Benvenutty afirmou ter vivido “um dos momentos mais indignantes” de sua trajetória política e pessoal. Segundo ela, o caso aconteceu durante a plenária final do evento, no momento da eleição da delegação estadual.
De acordo com o relato, o organizador do encontro, Arimateia França, teria se recusado a respeitar sua identidade de gênero e a tratá-la no feminino.
“Depois de um dia inteiro de transfobias, de vários ‘erros’, ‘forças de expressão’ e ‘descuidados’, na plenária final, no momento da disputa e eleição da delegação estadual, o organizador do evento e ‘companheiro’ de partido decidiu que não iria respeitar minha identidade de gênero”, escreveu.
Na postagem, Gabi também afirmou que, apesar de compreender diferentes percepções sobre sua identidade, exige respeito à forma como se identifica.
“Eu sou uma travesti. E travesti é uma identidade feminina que deve ser tratada no feminino. Sempre”, declarou.
A pré-candidata ainda relacionou o episódio aos altos índices de violência contra pessoas trans no país e cobrou uma posição do Partido dos Trabalhadores na Paraíba.
“O Brasil segue sendo o país que mais mata pessoas trans no mundo, e discursos como esse contribuem para a violência diária contra a nossa população. O inimigo não está só na extrema direita. Ele mora bem ao lado e, às vezes, milita junto com a gente”, afirmou.
Ao final da publicação, Gabriella pediu providências internas da legenda. “Acredito que talvez não dê em nada no PT da Paraíba, mas eu gostaria de uma posição do partido, do Conselho de Ética, ou do que quer que seja. Transfobia é crime”, escreveu.
Conhecida como Gabi Benvenutty, a ativista ganhou projeção política nas eleições de 2024, quando disputou vaga na Câmara Municipal de João Pessoa pelo PT e ficou na suplência com 3.462 votos. Graduada em Serviço Social, ela também é uma das fundadoras da Casa das Benvenutty, projeto de apoio à população LGBTQIAPN+ na Paraíba.
Fonte: PB Agora

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