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Após 20 anos de Globo, Monalisa Perrone pede demissão e vai para a CNN Brasil

A imprensa apurou que, além da proposta financeira muito superior da CNN Brasil, pesou na decisão de Monalisa Perrone o fato de poder ter uma “vida normal

Monalisa vai para a CNN Brasil (Foto: Google)
Apresentadora do Hora 1, a jornalista Monalisa Perrone pediu demissão da Globo na manhã desta terça-feira (3), após uma longa e tensa reunião com Cristina Piasentini, diretora de Jornalismo em São Paulo. Ela deixou a emissora, onde trabalhava desde 1999, porque recebeu uma “proposta irrecusável” da CNN Brasil, canal de notícias que entra no ar em novembro. Ela irá apresentar um telejornal no horário nobre.

Monalisa ancorava o Hora 1 desde sua estreia, em 1º de dezembro de 2014. Antes, durante 15 anos, foi repórter de todos os telejornais da Globo e apresentou, eventualmente, o SPTV (hoje SP1 e SP2), o Bom Dia São Paulo e o Bom Dia Brasil. Desde 2014, dividia a transmissão do Carnaval de São Paulo com Chico Pinheiro. Ela deixa a Globo em uma semana de comemorações dos 50 anos do Jornal Nacional.

A imprensa apurou que, além da proposta financeira muito superior da CNN Brasil, pesou na decisão de Monalisa Perrone o fato de poder ter uma “vida normal”. Ela vivia reclamando da rotina a que era obrigada a se submeter por causa do Hora 1, exibido das 4h às 6h. Para estar na Globo a 1h da madrugada, tinha que ir dormir às 17h. Isso atrapalhava sua vida pessoal, principalmente o acompanhamento do crescimento do filho.

O projeto da CNN Brasil, um licenciamento da CNN americana, também foi determinante na decisão de trocar a maior emissora do país por um canal que ainda nem entrou no ar. Nos últimos anos, ela recebeu propostas da Record e do SBT, e recusou.

As negociações com a CNN Brasil começaram há mais de um mês e avançaram, mesmo com o vazamento da informação, noticiada pelo colunista Flávio Ricco, do UOL, em 15 de agosto. As tratativas foram tão discretas que ninguém na Globo esperava seu pedido de demissão.

Do rádio ao ‘que deselegante’

Monalisa, hoje com 49 anos, começou a trabalhar no início dos anos 1990, como atendente de locadora de carros, para pagar a mensalidade da faculdade de Jornalismo da PUC de São Paulo. Em 1992, ainda frequentando a universidade, começou a atuar como repórter, na rádio Jovem Pan. Três anos depois, foi para a rádio Bandeirantes, também em São Paulo, onde aprendeu a improvisar, qualidade que lhe foi muito útil no Hora 1.

Em 1999, Monalisa foi contratada para cobrir assuntos da cidade de São Paulo na Globo, que procurava alguém com a “verborragia de quem trabalhou em rádio”, segundo declarou ao projeto Memória Globo.

A jornalista aos poucos foi expandindo sua atuação dos assuntos locais para os nacionais. Primeiro, fez reportagens para o Bom Dia Brasil. Em 2001, estreou ao vivo no Jornal Nacional e ganhou confiança na casa. A partir de então, participou das principais coberturas ancoradas em São Paulo.

Em 2010, Monalisa passou a fazer parte do time de apresentadores substitutos da Globo, cobrindo folgas e férias no Bom Dia São Paulo, Bom Dia Brasil e SPTV.

Sua trajetória como repórter na Globo foi marcada por um incidente, em 2011. Ela estava ao vivo no Jornal Hoje, em frente ao hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, quando foi agredida por um homem, que a empurrou. A reação de Sandra Annenberg, na bancada do Hoje, virou meme. “Que deselegante!”, ela disse.

No início de 2015, logo após se tornar apresentadora titular da emissora, com o Hora 1, passou a dar plantões aos sábados no Jornal Hoje. Um ano depois, estreou na bancada do Jornal Nacional, como plantonista. Seu último plantão foi há duas semanas, em 24 de agosto.

CNN Brasil: 18 horas ao vivo

O canal vai operar em edifício na avenida Paulista, com vista para o prédio da Fiesp, local de manifestações populares em São Paulo. As obras de reforma terminam em outubro. Os equipamentos serão instalados até novembro.

Tavolaro e sua equipe (já foram contratados cerca de cem profissionais) trabalham na montagem de uma grade de programação que terá 18 horas de transmissões ao vivo. A operação envolverá, ao todo, cerca de 400 jornalistas.

As primeiras contratações midiáticas da CNN Brasil foram as de Evaristo Costa e William Waack, ex-Globo. Depois, vieram os repórteres Phelipe Siani e Mari Palma, o “casal 20” da Globo. A ofensiva aos profissionais da Globo foi grande. Nada menos do que 11 jornalistas, entre eles Andréia Sadi e Gerson Camarotti, receberam propostas do canal de notícias -e disseram não. 

Do Notícias da TV
Publicada por F@F em 03.09.19, às 15h14

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