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Juíza diz que magistrados são classe média baixa e R$ 15 mil líquido é pouco salário

Em entrevista ao Metrópoles, presidente da Associação dos Magistrados da Bahia, Nartir Weber, alegou não existir magistrados ricos no país

Juíza Nartir Weber (Foto: Divulgação)
A presidente da Associação dos Magistrados da Bahia (Amab), juíza Nartir Dantas Weber, alegou, ao explicar comentários polêmicos – como, por exemplo, que “os juízes são de classe média baixa” – feitos no último dia 10 de março, em entrevista ao site Bahia Notícias, parceiro do Metrópoles, que os magistrados querem apenas “viver bem”.

Nas últimas duas semanas, Nartir Weber foi alvo de críticas em redes sociais após declarações como de que “não dá para pensar” que juízes são de classe média alta e que “a sociedade exige do juiz uma exteriorização de poder econômico”.

“Nós reconhecemos que ganhamos bem, sim, dentro da estrutura da sociedade. Mas observe que, do nosso salário, recolhemos 27,5% do Imposto de Renda e 15% do Funprev. Ficamos, muitas vezes, com um salário líquido de aproximadamente R$ 15 mil. E ainda tem plano de saúde para pagar. É um salário bom, sim, mas há casos de juízes em que a esposa largou o trabalho para acompanhá-lo para o interior do estado, que tem filhos na faculdade. Por exemplo, uma faculdade de medicina gira em torno de R$ 10 mil por mês”, disse ao Bahia Notícias.

O Metrópoles convidou a presidente da associação para uma nova entrevista, a fim de esclarecer o posicionamento da juíza. Nartir Weber aceitou falar com a reportagem, por escrito. As perguntas foram enviadas à magistrada no último dia 16 de março e respondidas na segunda-feira (22/3).

Ela afirmou que “não se prendeu no sentido etimológico da palavra” ao afirmar que a magistratura está empobrecida. Nartir também sustentou que fez uma afirmação hipotética quando enquadrou os magistrados na classe média baixa. Segundo a entrevistada, existe uma defasagem no salário dos juízes, que vêm “perdendo poder aquisitivo”. E disse, ainda, não existir magistrados ricos, “como muitos podem achar”.

“Não são poucos os magistrados que estão realmente endividados. Isso é uma realidade. Ademais, não é que a magistratura queira exteriorizar sinais de riqueza, mas a sociedade muitas vezes espera do magistrado um padrão que verdadeiramente não temos. Não somos nem queremos fazer demonstração de alto poder aquisitivo. Queremos apenas viver bem, diante das exigências da carreira”, assinalou a magistrada.

Leia a íntegra da entrevista AQUI

Do Metrópoles com DCM
Publicada por F@F em 25.03.2021

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