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Presidente discursa na Cúpula de Líderes sobre o Clima, organizada por Joe Biden

Bolsonaro prometeu reduzir emissões e pediu 'justa remuneração' por 'serviços ambientais' prestados pelo Brasil

Presidente dos EUA Joe Biden não assiste ao discurso de Jair Bolsonaro na Cúpula do Clima (Foto: Reprodução/GloboNews)
Rio de Janeiro (PB) - O presidente Jair Bolsonaro prometeu nesta quinta-feira (22) adotar medidas que reduzam as emissões de gases e pediu "justa remuneração" por "serviços ambientais" prestados pelos biomas brasileiros ao planeta.

Bolsonaro deu as declarações ao discursar por vídeo na Cúpula de Líderes sobre o Clima, organizada pelo presidente dos Estados Unidos, Joe Biden (veja a íntegra do discurso de Bolsonaro).

Entre outros pontos, Bolsonaro disse no discurso que o Brasil se compromete a:

zerar até 2030 o desmatamento ilegal;

reduzir as emissões de gases;

buscar 'neutralidade climática' até 2050, antecipando em dez anos;

'fortalecer' os órgãos ambientais, 'duplicando' recursos para fiscalização.

"À luz de nossas responsabilidades comuns, porém diferenciadas, continuamos a colaborar com os esforços mundiais contra a mudança do clima. Somos um dos poucos países em desenvolvimento a adotar e a refirmar a NDC transversal e abrangente, com metas absolutas de redução de emissões, inclusive para 2025, de 37%, e de 40% até 2030", afirmou o presidente na cúpula.

Bolsonaro foi o 20º a discursar, 1h48min após a cúpula ter começado. Foi o último entre os países do Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), falando depois das Ilhas Marshall e da Argentina. A ordem foi elaborada pelo governo americano. O presidente Joe Biden não acompanhou o discurso de Bolsonaro e pediu para sair antes da fala de Alberto Fernández, presidente da Argentina, pois tinha uma outra reunião prevista na agenda.

Ainda no discurso, Bolsonaro afirmou ter determinado que a chamada "neutralidade climática" seja alcançada pelo Brasil até 2050, antecipando em dez anos a meta anterior. A medida consiste em o país não emitir mais gases na atmosfera do que é capaz de absorver.

Em outro trecho, Bolsonaro declarou: "É preciso haver justa remuneração pelos serviços ambientais prestados por nossos biomas ao planeta como forma de reconhecer o caráter econômico das atividades de conservação."

Leia matéria completa AQUI

Do G1
Publicada por F@F em 22.04.2021

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