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COLUNA A. SANTOS! Editor de F@F disserta sobre atual momento da oposição paraibana

Oposição sem norte

Caríssimo leitor (internauta);

Antonio Santos, editor de Fato a Fato (Foto: F@F)
A forte e inegável presença física e política do governador João Azevêdo nos quatro cantos do Estado, principalmente nas mais longínquas cidades do interior, tem feito com a oposição paraibana esteja sem um norte, inclusive carente de um líder que possa, a preço de hoje, indicar uma disputa paralela contra o atual ocupante do Palácio da Redenção. 

Das bandas de Campina Grande, por exemplo, de onde surgem lideranças com cacifes eleitorais para peitar quem está no comando do Governo do Estado, principalmente em período de campanhas em nível estadual, é tímida, temerosa e incidental a vontade de “ser governador” do ex-prefeito Romero Rodrigues.

Depois das denúncias do Ministério Público, sobretudo da alçada do Gaeco que cuida das investigação no âmbito da Operação Calvário, tratando de suposto envolvimento de Romero em recebimento de propina, o ex-gestor campinense, que havia se colocado na disputa ao Governo do Estado para 2022, recuou um pouco, deixando a oposição estadual mais órfão ainda, sobretudo de um nome que possa enfrentar, com reais chances de disputa, o governador João Azevêdo.

Romero Rodrigues, ao optar também por apoio aberto e irrestrito ao presidente Jair Bolsonaro na Paraíba, perde, com tal decisão, a reafirmação da aliança em torno de seu nome com o PP de Aguinaldo (deputado federal) e Daniella Ribeira (senadora), como ocorreu na eleição de 2020, onde Bruno Cunha Lima (indicado por Romero e Cássio) e Lucas Ribeiro (indicado pelo Progressistas) foram, respectivamente, eleitos prefeito e vice de Campina Grande.

Lucas Ribeiro, para quem não sabe é filho da senadora Daniela, e mesmo tendo sido eleito vice-prefeito de Campina Grande numa aliança com o PSD de Romero, deve seguir o tio Aguinaldo Ribeiro que procura uma vaga na chapa do Cidadania e já se pronunciou aliado do governador da Paraíba.

O deputado federal Pedro Cunha Lima, presidente estadual do PSDB, que poderia surgir com densidade político-eleitoral para o pleito do próximo ano, de tanto criticar as ações do presidente Bolsonaro, antagoniza, dentro do próprio grupo de oposição, com lideranças como o próprio Romero Rodrigues, e os deputados estaduais Cabo Gilberto Silva e Walber Virgulino, consideradas figuras de proa do “bolsonarismo” paraibano. 

O ex-governador Cássio Cunha Lima, também do PSDB, e que poderia ser um nome norteador da oposição, depois de ter sido “abatido” por Daniella Ribeiro e Veneziano Vital do Rêgo na campanha para o Senado de 2018, se tornou carta fora do baralho tendo em vista o pleito estadual de 2022.

Portanto, as maiores e mais fortes lideranças políticas de Campina Grande na atualidade, a exemplo de Aguinaldo e Daniella Ribeiro, Nilda Gondim (senadora) e Veneziano Vital do Rego (senador), não seguirão com a oposição ou são aliadas do governador João Azevêdo.

E, quando se pende para a Capital do Estado, o ex-prefeito Luciano Cartaxo, do PV, cuja a gestão na Prefeitura de João Pessoa poderia ser expoente para impulsionar seu nome como forte candidato da oposição ao Governo do Estado, teve, recentemente, as contas rejeitadas pelo Tribunal de Contas da Paraíba, deixando-o em situação extremamente desconfortável e possivelmente inelegível.

Em João Pessoa, a figura de Ricardo Coutinho, do PSB, que responde a várias denúncias na Operação Calvário, nem figura nos listáveis para a disputa do Palácio da Redenção, sobretudo após a derrota maiúscula que sofreu na campanha de prefeito em 2020. Além do mais, o “Mago” está inelegível diante do TCE-PB, que reprovou as contas do Governo do Estado em 2017, ano em que RC esteve governador da Paraíba.

Nas outras regiões da Paraíba, a exemplo do Brejo, Agreste, Sertão, Cariri, Litoral, Vale do Mamanguape, Curimataú, dentre outras, ainda não surgiu liderança com peso político o bastante para se anunciar como nome forte e de oposição ao atual ocupante do Palácio da Redenção. 

Sem norte, a oposição na Paraíba precisa unificar o discurso, juntar os pedaços, unir o pensamento ideológico e político e deixar de lado as diferenças preferenciais em torno de Bolsonaro, caso queira pelo menos apresentar um candidato que possa enfrentar João Azevêdo em 2022.

Senão, vai continuar também sem Sul, Leste e Oeste.

Um forte e sincero abraço a todos. Paz e bem!

ANTONIO SANTOS – Editor de Fato a Fato
Contatos com a coluna 99365-1823 (WhatsApp)

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