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MPPB apresenta nova denúncia contra Ricardo e devolução de R$ 215 milhões

As investigações ainda apontam que o crime era cometido com intuito único de fazer com que Ricardo pudesse se manter no cargo

Ex-governador Ricardo Coutinho (Foto: Reprodução)
João Pessoa (PB) - O Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado (Gaeco) apresentou à Justiça uma nova denúncia contra o ex-governador Ricardo Coutinho (PSB).

O Ministério Público pede que Coutinho seja punido com a perda da função ou cargo público e com a obrigatoriedade da devolução de R$ 215.989.501,72 (duzentos e quinze milhões, novecentos e oitenta e nove mil, quinhentos e um reais e setenta e dois centavos) como reparação por danos morais e materiais por pagamentos realizados de forma ilícita aos servidores contratados como codificados.

Segundo o Gaeco, após investigações, ficou comprovado que Coutinho teria violado a Lei de Responsabilidade Fiscal, entre os anos de 2011 a 2017, durante contratação de codificados na Secretaria Estadual da Saúde, crime este que levou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a decretar a sua inelegibilidade após julgamento realizado no mês de novembro do ano de 2020.

As investigações ainda apontam que o crime era cometido com intuito único de fazer com que Ricardo pudesse se manter no cargo. Para tanto, o quadro demasiado grande de contratados também ajudaria na manutenção de aliados como a ex-prefeita de Conde, Márcia Lucena, e as deputadas estaduais Estaduais Cida Ramos e Estela Bezerra, todas pertencentes ao mesmo partido político de Coutinho, o PSB.

Ainda segundo o Gaeco a confirmação do crime foi possível também graças a apreensão de um celular no qual constavam registros da participação direta de Coutinho na contratações que eram indicadas por aliados políticos, dentre eles, vereadores e deputados.

As investigações apontaram que foram ‘distribuídas’ vagas de trabalho, inclusive, em escolas públicas e em unidades hospitalares para quem era militante de Ricardo. Para o Hospital Metropolitano Dom José Maria Pires, por exemplo, pelo menos, 800 (oitocentas) vagas teriam sido reservadas para quem era militante do então governador.

Para o Gaeco, a contratação de pessoal ‘codificado’ tinha como objetivo ocultar o quantitativo real de pessoal com o propósito único de garantir a manutenção do Organização Criminosa (Orcrim) comandada por Ricardo.

Do Paraíba Rádio Blog
Publicada por F@F em 14.07.2021

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