Ex-vereador de cidade na PB é preso após 12 anos foragido
João Dantas Clementino, ex-vereador de São Bento, é suspeito de participar de uma organização criminosa
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| Ex-vereador foi preso em São Bento (Foto: PMPB) |
De acordo com a PF, o ex-vereador fugiu após a deflagração da Operação Passaguá, em 2014, quando a organização criminosa foi alvo de investigações das autoridades por atuar em oito estados brasileiros. Na época, foram cumpridas ações nas cidades de João Pessoa, Patos e São Bento, ocasião em que foram expedidos 50 mandados de prisão.
O ex-vereador é suspeito de chefiar um dos núcleos da organização criminosa que distribuia as drogas no estado. Em 2015, o Ministério Público da Paraíba (MPPB) ofereceu denúncia sobre a conduta do ex-vereador e também de outros 55 investigados.
Em abril de 2015, o Ministério Público da Paraíba denunciou 56 pessoas acusadas de integrar uma rede interestadual de tráfico de drogas que atuava no Sertão da Paraíba. De acordo com a Polícia Federal, a investigação durou cerca de um ano e meio e resultou no cumprimento de diversos mandados de prisão e de busca e apreensão durante a Operação Passaguá, em dezembro de 2014.
O grupo aliciava vendedores de redes de São Bento para transportar drogas para outros estados. A organização abastecia principalmente Campina Grande e cidades do Sertão paraibano. A maconha vinha de estados como Pernambuco e Bahia, além de rotas que passavam por Foz do Iguaçu (PR) e Mato Grosso do Sul, enquanto a cocaína chegava de São Paulo e do Paraná.
Durante as ações, foram apreendidos 60 mil pés de maconha em Riacho dos Cavalos e mais de 130 quilos da droga escondidos em um caminhão de redes. Um dos núcleos da quadrilha funcionava em Campina Grande e coordenava a distribuição em vários bairros da cidade, mantendo ligação com grupos de São Bento, Foz do Iguaçu e São Paulo.
Segundo o MP, a organização atuava de forma estruturada e permanente, utilizando estratégias para dificultar a ação policial, como esconder drogas em cargas, adaptar veículos com compartimentos secretos, usar contas bancárias de terceiros e empregar linguagem codificada nas comunicações.
Na época, as autoridades concluíram que se tratava de um esquema organizado voltado ao lucro com o tráfico de drogas, com ramificações em diversos estados do Nordeste e do país.
Fonte: g1 Paraíba

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