Opinião! Editor de Fato a Fato comenta primeiro jogo da Seleção Brasileira

Escalação errada

Caríssimo leitor;

Antonio Santos, editor de Fato a Fato (Foto: Arquivo Pessoal)
Não é por se tratar de Carlos Ancelloti, treinador italiano vencedor de grandes títulos na Europa, que se tem de aceitar tudo por ele protagonizado em termos de Seleção Brasileira de Futebol, sobretudo quando se estar disputando a maior Copa do Mundo de todos os tempos, competição disputada por 48 países.

No jogo deste sábado, 13, contra a Seleção do Marrocos, além de escalar o time errado, o Mister posicionou os jogadores de forma equivocada, com um meio campo sem muita criatividade, a começar por Cassimiro e Bruno Guimarães e Lucas Paquetá mais na dianteira.

Além de ser um meio campo sem o drible para quebrar a primeira linha de marcação do adversário, os dois volantes e o meia erraram muitos passes no primeiro tempo, fazendo com que o habilidoso e competente selecionado adversário fosse os primeiros quarenta e cinco minutos infinitamente superior ao Brasil.

E quando o meio não marca, deixa de criar jogadas e dificilmente avança, quem "paga o pato" sempre é a zaga, setor tanto cuidado por Ancelloti, mas que numa bobeira no setor de marcação, deixou o centroavante adversário sem o devido cuidado, fazendo com que o Marrocos fizesse um a zero.

Ainda bem que o talento individual de Vini Júnior fez a diferença. Momentos depois de ter sofrido o gol, o atacante do Real Madrid entrou na área adversária pelo lado esquerdo do ataque, driblou um defensor e fuzilou o gol do selecionado marroquino.

No segundo tempo, Carlos Ancelloti desfez o erro cometido na etapa inicial, tirou Cassimiro, botou Fabinho e sacou Ibañez (improvisado na lateral direita), pondo no jogo Danilo, que no Flamengo joga de zagueiro, mas faz a ala direita melhor que muitos.

O selecionado canarinho rendeu ainda melhor quando entraram Luiz Henrique e Matheus Cunhas nas vagas de Igor Thiago e Paquetá. A partir daí, o Brasil criou mais oportunidades de gols que o adversário, mostrando ao Carlos Ancelloti que a escalação inicial foi equivocada.

É bem verdade que o adversário deste sábado trata-se de um selecionado forte, competitivo, habilidoso e de boa qualidade técnica, mas não se compara aos valores individuais do Brasil. Se a nossa Seleção for escalada corretamente, sem interferência exterior ao banco de reserva, há reais chances de avançar no grupo em primeiro lugar.

Daí em diante é só competir com garra, seriedade e fazer com que o nosso futebol prevaleça. Para ser campeão, necessário se faz que o conjunto da obra funcione alinhada. Isso é fundamental. A começar pela a escalação correta do Brasil, sobretudo em jogos difíceis.

Um forte e sincero abraço para todos e todes. Paz e bem!

Por Antonio Santos/Editor de Fato a Fato
Em 13.06.2026/WhatsApp 9 9692-9040

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