Cícero Lucena afirma que não terá palanque de apoio a “presidenciável”
Ex-prefeito de João Pessoa é pré-candidato a governador da Paraíba pelo MDB
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| Cícero Lucena é pré-candidato a governador (Foto: Reprodução) |
CONFIRA! Em entrevista a Nonato Guedes, Cícero afirma que não terá palanque de apoio a “presidenciável”
Cícero revelou detalhes do seu rompimento com o PP e com a liderança do ex-governador João Azevêdo (PSB), dizendo que deixou o partido porque ele fez uma “opção hereditária” e que esse cenário não lhe cabia. Contou que não foi fácil tomar a decisão de renunciar à prefeitura da Capital pouco tempo depois de ter sido eleito pela quarta vez para dirigir os seus destinos, mas entendeu que poderia fazer mais pela Paraíba e que deseja retribuir o que Deus e a vida lhe deram cuidando do desenvolvimento da população e colocando o Estado num patamar de mudança e de inovação. Ex-vice-governador de Ronaldo Cunha Lima na década de 90, Lucena assumiu a titularidade do cargo por dez meses quando o poeta renunciou para concorrer ao Senado. Seu vice, no pleito deste ano, é o jovem empresário Diogo Cunha Lima, filho de Cássio e neto de Ronaldo. “A Paraíba precisa ter um governante com sensibilidade”, proclama o ex-gestor de João Pessoa.
A respeito da relação com o governo federal, caso venha a ser eleito, independente de quem for o presidente, exemplificou que tanto no governo de Jair Bolsonaro quanto no do presidente Lula, no período em que esteve à frente da prefeitura pessoense, foi bafejado por ações em diferentes áreas de atividade, pela capacidade que demonstrou de levar projetos bem elaborados que tiveram a aprovação do Palácio do Planalto. “Nesse processo eleitoral, não estou preocupado em derrotar ninguém, mas em contribuir para que a Paraíba ganhe”, frisou, em outro trecho da entrevista. Cícero Lucena, que foi Secretário de Políticas Regionais, com status de ministro, no governo Fernando Henrique Cardoso, e elegeu-se senador em 2006, criticou a falta de transparência num contrato firmado entre a Cagepa e uma empresa da Espanha, já na gestão de Lucas Ribeiro, dizendo que há pontos obscuros referentes à exploração de serviços de esgotamento sanitário. E prometeu que, se eleito, uma das primeiras providências será cancelar o contrato celebrado.
Cícero disse que se sentiu desrespeitado quando foi comunicado pelo governador João Azevêdo que o pré-candidato à sucessão seria o então vice Lucas Ribeiro. “Não fomos consultados. A gente soube pela imprensa. E eu disse que não aceitava. Eu queria critérios, somente isso, nada demais”. Ao romper com o Progressistas, ele foi convidado pelo senador Veneziano Vital do Rêgo a ingressar no MDB com a condição de ter espaço para candidatar-se ao Executivo. “Temos certeza de que venceremos esta eleição para transformar a Paraíba”, manifestou ele.
Fonte: Polêmica Paraíba

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